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Oposição argentina diz que década kirchnerista foi década "perdida"

Internacional|Do R7

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Buenos Aires, 26 mai (EFE).- A oposição argentina definiu neste domingo como "década perdida" os dez anos do kirchnerismo no poder, e criticou a megacomemoração com que o governo lembrou ontem os 203 anos da independência do país e a posse como presidente de Néstor Kirchner. A presidente argentina, Cristina Kirchner, falou ontem em somar "outra década ganha" à atual, baseada na solidariedade dos argentinos e na luta pela igualdade. As principais reações de deputados opositores foram divulgadas pelo Twitter com a hashtag (marcador) "#LaDékadaPerdida", em que a deputada Margarita Stolbizer, da Frente Ampla Progresita (FAP), afirma que esses dez anos "marcam um importante retrocesso em matéria de qualidade institucional e uma perda de oportunidades". O peronista dissidente e deputado nacional Francisco de Narváez, por sua vez, alfinetou: "Nós não queremos outra década como esta. O limite é vencer a eleição de outubro e vamos fazer isso". E acrescentou: "4 de 10 menores de 18 anos são pobres e o desemprego aumenta. De que década ganha fala @CFKArgentina (Cristina Kirchner)?". Patricia Bullrich, deputada nacional e presidente do bloco Unión por Todos, analisou o discurso pronunciado ontem pela governante argentina, especialmente a frase "a pátria é o outro". "A pátria é o 'outro' diz CFK (Cristina Kirchner), mas como o "outro" é inimigo pela natureza K (kirchnerista), a pátria é seu inimigo", diz. Por sua vez, o ex-presidente do Banco Central da República Argentina (BCRA) Martín Redrado questiona se a inflação pode ser vencida com o programa "Olhar para Cuidar", proposto pelo governo de Fernández, que consiste em enviar militantes kirchneristas para vigiar os preços. "Quanto à inflação, será vencida assim ou com um plano econômico pró-investimento que aumente a oferta de bens e serviços?", diz. Milhares de pessoas acompanharam no sábado o Executivo de Cristina na Praça de Maio para comemorar os 203 anos da Revolução de Maio, festa da independência argentina, e lembrar o falecido ex-presidente Néstor Kirchner. A governante encerrou a celebração, que teve shows, espetáculos e queima de fogos, com um discurso em que analisou as conquistas do kirchnerismo nesta década e pediu aos argentinos "que tenham memória, sejam inteligentes, e pensem na pátria". EFE ajs/tr

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