Oposição chilena pede que crédito bancário da nora de Bachelet seja apurado
Internacional|Do R7
Santiago do Chile, 7 fev (EFE).- A oposição chilena pediu nesta segunda-feira que seja investigada a obtenção de um crédito bancário de 6,5 bilhões de pesos (cerca de US$ 10,3 milhões) por parte da nora da presidente Michelle Bachelet para realizar uma operação imobiliária. "Os parlamentares da Aliança (a coalizão opositora) estão avaliando quais serão as ações legais que vamos apresentar para que seja investigado o filho da presidente Bachelet e sua nora por tráfico de influência", disse o deputado José Manuel Edwards, de Renovação Nacional (RN). O deputado opositor questionou o crédito que o Banco do Chile o entregou em 2013 à empresa de Natalia Compagnon, esposa de Sebastián Dávalos, o filho da governante chilena, para comprar terrenos na região de O'Higgins. Os detalhes do caso foram revelados na sexta-feira em uma reportagem da revista "Qué Pasa", que revelou que o banco aprovou o crédito de 6,5 bilhões de pesos um dia depois que Bachelet ganhou o segundo turno das eleições presidenciais, em dezembro de 2013. Nessa data, além disso, o filho da governante trabalhava como gerente de projetos de Caval, a empresa que obteve o crédito e na qual Compagnon controlava 50% das ações. A nora de Bachelet adquiriu os terrenos porque estava previsto que fosse modificado o plano regulador da zona e estes aumentassem de valor, o que ainda não sucedeu. Apesar disto, Caval pactuou em janeiro passado a venda das 44 hectares de terreno em Machalí por 9,5 bilhões de pesos (cerca de US$ 15,1 milhões), segundo mostra a publicação que revelou o caso. O deputado Edwards disse que solicitarão relatórios à Superintendência de Bancos para determinar se aconteceu tráfico de influência e deu prazo para o governo esclarecer o tema "porque existe uma suspeita fundada de que foi usada informação privilegiada" por parte dos parentes de Bachelet. EFE gs/ff













