Oposição da Coreia do Sul rejeita renúncia da presidente e insiste em impeachment
Park Geun-hye permitiu que uma amiga se envolvesse nos assuntos de governo
Internacional|Do R7

Partidos de oposição da Coreia do Sul prometeram nesta quarta-feira (30) que irão levar adiante a tentativa de afastar a presidente sul-coreana, Park Geun-hye, por meio de um processo de impeachment, rejeitando a oferta de renúncia em meio a um escândalo crescente de tráfico de influência e conclamaram os membros do governista Partido Saenuri a se unirem à causa.
Em uma reviravolta que transferiu o fardo da resolução da crise que abala sua Presidência, Park pediu na terça-feira ao Parlamento que decida como e quando ela deveria sair, o que parlamentares oposicionistas repudiaram como uma manobra para ganhar tempo e evitar o impeachment.
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Os líderes dos três partidos de oposição, que juntos detêm 165 das 300 cadeiras do Parlamento unicameral e podem apresentar uma moção de impedimento, disseram que não irão negociar com a legenda de Park sobre sua proposta de renúncia.
"O único caminho que sobrou é o impeachment conforme a Constituição", disse o líder do Partido Democrático, Choo Mi-ae, em uma reunião com os líderes dos dois outros partidos oposicionistas.
O líder do também opositor Partido Popular, Park Jie-won, disse que uma moção será submetida a votação na próxima sexta-feira, ou na sexta-feira seguinte, se necessário. "O impeachment é o único caminho", afirmou.
Park, que tem imunidade contra um processo sobre o caso enquanto permanecer no cargo, é acusada pelos procuradores de ter se mancomunado com uma amiga, Choi Soon-sil, e permitido que ela exercesse uma influência indevida em assuntos de governo e na arrecadação de duas fundações criadas para apoiar iniciativas da mandatária.
Ela negou qualquer irregularidade, mas admitiu que foi descuidada em suas relações com Choi.
Um escândalo de proporções gigantescas abalou a sociedade sul-coreana e fez a aprovação da presidenta Park Geun-Hye atingir o fundo do poço nas últimas semanas. De acordo com a mídia local, a chefe de Estado mantinha relações duvidosas com Choi Soon-...
Um escândalo de proporções gigantescas abalou a sociedade sul-coreana e fez a aprovação da presidenta Park Geun-Hye atingir o fundo do poço nas últimas semanas. De acordo com a mídia local, a chefe de Estado mantinha relações duvidosas com Choi Soon-Sil, apontada como líder de um culto religioso conhecido como "Oito Fadas" que tinha acesso a informações sigilosas do governo e supostamente escolhia até mesmo as roupas que a presidente usaria em aparições públicas, além de modificar seus discursos




















