Oposição de direita ganha eleições com vantagem mínima, segundo pesquisa
Internacional|Do R7
Copenhague, 18 jun (EFE).- A oposição de direita venceu nesta quinta-feira as eleições gerais dinamarquesas com 50,9% dos votos, segundo uma pesquisa de boca de urna da televisão pública "DR", divulgado após o fechamento dos centros de votação. A direita obteria assim 89 cadeiras, frente a 86 do bloco governamental liderado pela primeira-ministra, a social-democrata Helle Thorning-Schmidt. Com esse resultado, para obter a maioria, a direita necessitaria o apoio de pelo menos uma das quatro cadeiras distribuídas entre os dois territórios autônomos da Dinamarca, a Groenlândia e as Ilhas Faroe, não incluídos nesta primeira pesquisa. Outra pesquisa divulgada pelo canal semipúblico "TV2" reduz a distância em cadeiras a um placar de 88 a 87 a favor da oposição, razão pela qual a centro-esquerda poderia manter-se no poder se forem cumpridas as previsões prévias e três dos territórios autônomos ficarem ao lado desse bloco. De acordo com a pesquisa da "DR", o Partido Social Democrata recuperou a condição de legenda mais votada, com 25,7% dos sufrágios, quase um ponto a mais que em 2011, enquanto os liberais de Lars Lokke Rasmussen perderiam mais de seis pontos e ficariam com 20,2%. A queda do Partido Liberal se veria compensada pela ascensão do ultraconservador Partido Popular Dinamarquês, que subiria na mesma proporção até obter 18,5% dos votos. No bloco de centro-esquerda, tanto o Partido Social Liberal, parceiro no governo de Thorning-Schmidt, como o Partido Socialista Popular, veriam seu apoio reduzido quase pela metade, ficando com 5,2% e 5%, respectivamente. Por sua vez, aLista Unitária se transformaria na quinta força mais votada com 7,8%, um ponto a mais, e a nova legenda A Alternativa entraria no parlamento com 4,9%. Já a Aliança Liberal subiria até o quarto posto com 8,2%, três pontos a mais; enquanto os conservadores se afundariam descendo até 3,3%, 1,6 ponto a menos; e os democrata cristãos alcançariam apenas 1,1%, longe da barreira mínima do 2%. Quando a primeira-ministra social-democrata, Helle Thorning-Schmidt, convocou eleições, as pesquisas ainda davam uma cômoda vantagem de até oito pontos ao bloco opositor, reflexo de uma legislatura convulsa de um governo em minoria que alcançou índices históricos de impopularidade por sua política de cortes sociais. Porém, os escândalos pessoais do líder liberal, o ex-primeiro-ministro Lars Lokke Rasmussen, e a melhora da situação econômica fizeram com que essa vantagem se esfumaçasse e a centro-esquerda chegou inclusive a tomar a dianteira nas pesquisas, graças também à pujança do partido A Alternativa. EFE alc/rsd













