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Oposição do Quênia pede investigação sobre eleição de 2017

Empresa de dados Cambridge Analytica é acusada de ter interferido na eleição presidencial de 2017, que chegou a ser anulada

Internacional|Fábio Fleury, do R7, com agências internacionais

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Cartaz da campanha de Uhuru Kenyatta pela reeleição no Quênia, em Nairóbi
Cartaz da campanha de Uhuru Kenyatta pela reeleição no Quênia, em Nairóbi

A oposição do Quênia pediu, nesta terça-feira (20), uma investigação sobre a participação da empresa de dados britânica Cambridge Analytica na eleição presidencial do ano passado.

A reclamação foi motivada por um vídeo divulgado na segunda-feira, em que jornalistas do canal britânico Channel 4 se encontram com executivos da CA, fingindo interesse em vencer uma eleição no Sri Lanka.


Em uma das conversas, o executivo Mark Turnbull conta que a empresa trabalhou no país em 2013 e 2017, nas duas eleições vencidas pelo presidente Uhuru Kenyatta. A Cambridge Analytica sempre negou oficialmente ter trabalhado na campanha.

"Nós não apenas trabalhamos. Mudamos o nome do partido duas vezes, escrevemos os textos oficiais deles, fizemos duas pesquisas com 50 mil eleitores, fizemos análises de dados, escrevemos os discursos, montamos as estruturas para os discursos", disse Turnbull.


Problemas na eleição

A eleição de 2017 no Quênia foi repleta de problemas. A primeira votação, realizada em agosto, foi anulada depois que a Suprema Corte encontrou fraudes.


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O candidato da oposição, Raila Odinga, que teve 45% dos votos contra 54% do presidente Uhuru Kenyatta, se recusou a participar da votação remarcada de outubro e pediu que seus eleitores boicotassem a eleição. 

Kenyatta acabou vencendo com 98% dos votos, mas apenas 39% dos eleitores quenianos votaram.

Em janeiro, Odinga chegou a tomar posse de maneira simbólica, o que aprofundou a crise. Veja fotos abaixo.

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