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Quênia deporta opositor ao governo que participou de posse

Miguna Miguna foi "juramentista" na cerimônia de posse do opositor Raila Odinga e foi acusado de traição pelo governo do país

Internacional|Beatriz Sanz, do R7, com agências internacionais

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Miguna na "posse" do opositor Raila Odinga
Miguna na "posse" do opositor Raila Odinga

O político e advogado Miguna Miguna foi deportado nesta quarta-feira (7) de seu país natal, Quênia. Miguna participou como “juramentista” da cerimônia de “posse” do opositor Raila Odinga, na qual ele se autoproclamou “Presidente do Povo”. Veja imagens da "posse não-oficial" abaixo.

Miguna possui cidadania canadense e foi enviado para o país. Ele foi preso na madrugada do dia 02 de fevereiro e acusado de traição por seu papel-chave na cerimônia de Odinga. 


A suprema Corte do Quênia já havia pedido a liberação de Miguna durante uma audiência, mas o governo do presidente Uhuru Kenyatta não acatou.

Kenyatta deseja também que a cidadania queniana de Miguna seja revogada. A alegação do governante é de que a antiga Constituição do Quênia não permitia que um cidadão possuísse dupla cidadania e que Miguna, depois de seu exílio político no Canadá na década de 1980, nunca requiriu de volta sua cidadania queniana.


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Em sua defesa, Miguna argumenta que a nova Constituição, aprovada em 2010, permite a dupla cidadania e que ele nunca abandonou sua cidadania queniana.

Miguna faz parte da cena política do Quênia desde a década de 1980 e, inclusive já apoiou Kenyatta. Ele chegou a escrever um livro onde criticava o posicionamento político de Odinga. Apenas no fim de 2017, ele passou a apoiar àquele a quem criticava.


Caos político

Depois da cerimônia de posse informal de Odinga, o país parece mergulhar em uma crise política. Kenyatta já tinha autorizado na semana passada o corte do sinal de três emissoras de TV que transmitiram a posse.


Jornalistas que trabalhavam nesses canais passaram a noite dormindo no prédio da emissora por medo de serem presos por policiais à paisana.

A Suprema Corte outra vez interviu, pedindo para que o sinal de transmissão fosse restaurado. O governo demorou três dias para acatar a resolução da Justiça e permitiu que somente duas das emissoras voltassem a funcionar e o sinal só chega para quem possui TV a cabo.

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