Oposição egípcia pede garantias para eleições parlamentares
Internacional|Do R7
Cairo, 12 jan (EFE).- A coalizão opositora egípcia, agrupada na Frente de Salvação Nacional, pediu neste sábado que seja respeitada uma série de garantias para as próximas eleições parlamentares, cuja data será anunciaa antes de 25 de fevereiro. Em comunicado, a principal coalizão não islamita considerou necessário que haja uma supervisão judicial completa com um juiz por cada urna e a observação de organizações nacionais e internacionais. Além disso, pediu que esses pleitos sejam realizados em dois dias consecutivos e que não haja mais de 750 eleitores inscritos por cada urna. A oposição insiste que haja uma mulher na lista de candidatos para cada três homens candidatos, ao mesmo tempo que quer que seja proibido o uso de templos e palavras de ordem religiosas nas campanhas, cuja financiamento deveria ser controlado. Além disso, deve ter uma administração imparcial que se ocupe das eleições, segundo este bloco no qual estão integrados os ex- candidatos presidenciais Amre Moussa e Hamdin Sabahi, e o prêmio Nobel da Paz Mohamed ElBaradei. A Frente de Salvação Nacional afirmou que, sem essas condições, as próximas eleições serão "outro exemplo da política de fatos consumados de uma autoridade que demonstrou sua incapacidade para solucionar os problemas do país", em alusão ao Governo islamita. Esta coalizão anunciou também sua participação nos protestos convocados pelo segundo aniversário da revolução egípcia no próximo dia 25 janeiro, o que interpreta como a "afirmação que a revolução continuará através das urnas". Além disso, coloca essas manifestações como uma "oportunidade para construir outras alternativas no caso que não ter garantias de transparência durante as eleições". Nos próximos pleitos legislativos, deverá ser eleita uma nova câmara baixa do Parlamento, depois que a justiça dissolveu a anterior, no ano passado, por irregularidades em sua composição. Desde a queda do regime do presidente Hosni Mubarak (1981-2011), os egípcios já foram às urnas em cinco ocasiões, entre referendos, pleitos parlamentares e presidenciais. EFE ms/ff













