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Oposição portuguesa pede o fim do governo de Passos Coelho

Internacional|Do R7

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Lisboa, 2 jul (EFE).- Os partidos de esquerda e os sindicatos portugueses reivindicaram nesta terça-feira o fim do governo conservador do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, depois da segunda renúncia de um importante ministro de seu gabinete em apenas dois dias. A renúncia do ministro das Relações Exteriores, Paulo Portas, questiona a continuidade do governo português, já que este é líder do partido que tem maioria absoluta no Parlamento, o democrata-cristão CDS-PP. O inesperado anúncio da renúncia de Portas obriga, na opinião dos grupos de esquerda, a convocação antecipada de eleições, como já estavam reivindicando há semanas. "A demissão de Portas significa que este governo chegou ao fim e que os portugueses devem eleger um novo líder", disse João Ribeiro, dirigente do principal grupo da oposição, o Partido Socialista (PS). Ribeiro reconheceu que o delicado momento pelo qual o país passa exige do PS "calma, sobriedade e sentido de Estado", e disse que seu secretário-geral, António José Seguro, está na sede nacional do partido "supervisionando o que acontece" antes de divulgar sua opinião sobre o ocorrido hoje. O Partido Comunista - que conta com 14 deputados no Parlamento - insistiu na necessidade dos cidadãos irem às urnas apenas quando o atual governo acabar seu mandato de quatro anos. "Não há outra saída senão a demissão do governo. A luta dos trabalhadores levou a este ponto e irá nos conduzir ao fim desta política", defendeu o líder do grupo parlamentar comunista, Bernardino Soares, referindo-se à greve geral de quinta-feira passada. O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), João Semedo, exigiu a dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições imediatas, além de comparar a situação do governo com o naufrágio do Titanic. "Podemos dizer que hoje acabou a coligação e a maioria política que sustentavam este governo no Parlamento", disse Semedo, afirmando que a tomada de posse de Maria Luís Albuquerque no cargo de Ministra das Finanças, depois da demissão de Vítor Gaspar lhe lembrou o Titanic, que, enquanto afundava, "a orquestra continuava tocando". O principal sindicato português, a CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses) por sua vez, afirmou que Passos Coelho "não tem nenhuma razão para manter este governo" e anunciou que irá se manifestar em frente à residência oficial do presidente, Cavaco Silva, se não forem convocadas eleições antecipadas. O secretário-geral da UGT, União Geral dos Trabalhadores, Carlos Silva, afirmou em declarações à imprensa oficial que se sentia "estupefato" depois da demissão de Paulo Portas "apenas 24 horas depois da renúncia do ministro das Finanças", duas saídas com as quais, em sua opinião, este governo "fica debilitado". A oposição de esquerda conta com 98 dos 230 deputados no Parlamento português, frente aos 108 do vencedor nas eleições de 2011, o Partido Social Democrata (PSD), e os 24 dos democrata-cristãos do CDS-PP. EFE otp/jt/rsd

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