Oposição síria pede intervenção internacional diante de "máquina de guerra"
Rebeldes estão contra-atacando na periferia de Damasco e conseguiram avanços
Internacional|Do R7

O presidente da opositora Coalizão Nacional Síria (CNFROS), Ahmad Yarba, pediu neste sábado (24) a intervenção da comunidade internacional em seu país para interromper a "máquina de guerra" do governo de Bashar al Assad.
— Pedimos à comunidade internacional que passe das palavras às ações. Pedimos uma intervenção internacional para frear a máquina de guerra de Bashar al Assad que mata os civis.
A intervenção deveria "estabelecer zonas de exclusão aérea e zonas livres" e deter e julgar os responsáveis pelas atrocidades contra a população civil, "incluído o recente massacre com armas químicas", opinou o presidente da CNFROS.
O que dizem as cenas chocantes do 'ataque químico' na Síria
Yarba frisou que o ataque com armas químicas na quarta-feira (21) em Guta, na periferia de Damasco, "deixou quase 2 mil mortos", e que isto deveria ser um ponto de virada para a comunidade internacional. O oposicionista denunciou a passividade das Nações Unidas, paralisada pelo veto da Rússia e da China, e disse que a inação "põe em dúvida a credibilidade da ONU e da comunidade internacional" e "é uma vergonha para todos".
Yarba reafirmou sua absoluta convicção de que o responsável pelo ataque é o regime de Assad, algo que o governo nega taxativamente, e ofereceu novamente seu apoio à comissão de investigação das Nações Unidas, presente em Damasco, para que se desloque ao local. O oposicionista lembrou que a CNFROS identificou "mais de 30 casos do uso de armas químicas na Síria" desde o começo da guerra.
Selim Idris, o general que faz a ponte entra a Coalizão e o Exército Livre da Síria, acrescentou que os rebeldes estão contra-atacando na periferia de Damasco e que conseguiram avanços em Aleppo, Deir ez Zor, Homs e na costa mediterrânea.
— Mas nunca cometeremos crimes similares aos que o regime está perpetrando.
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