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Oposição síria tenta se unir antes de diálogo sobre paz

Internacional|Do R7

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Por Khaled Yacoub Oweis

ISTAMBUL, 24 Mai (Reuters) - A oposição rebelde da Síria tentava chegar a um acordo nesta sexta-feira para apresentar uma nova liderança para a negociação de paz proposta pelos Estados Unidos e Rússia para colocar fim a mais de dois anos de guerra civil.


Na semana passada, um grande ataque das forças do presidente Bashar al-Assad em uma cidade tomada pelos rebeldes está se desenhando como uma batalha crucial. Está atraindo integrantes do Hezbollah aliados de Assad e eleva as preocupações de que a guerra que já matou mais de 80 mil pessoas possa cruzar as fronteiras no coração do Oriente Médio.

Washington e Moscou foram obrigados a retomar a diplomacia nos últimos meses, uma vez que vieram à tona novos relatos de atrocidades, como acusações de uso de armas químicas e aumento de combatentes ligados à Al Qaeda entre os rebeldes.


O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, se reunirão em particular em Paris na segunda-feira para discutir as ações para reunir as partes em conflito da Síria, disseram autoridades dos Estados Unidos e da Rússia.

A Rússia afirmou que o governo da Síria concordou, em princípio, a participar da conferência de paz planejada, que deverá ser realizada em Genebra nas próximas semanas, e que "manifestou a disponibilidade" para encontrar uma solução política.


Sob intensa pressão internacional para resolver divisões internas para que possa desempenhar um papel significativo nas negociações, a Coalizão Nacional da Síria, que tem apoio do Ocidente, reuniu-se em Istambul para eleger novos líderes e ampliar sua participação.

Importantes figuras da oposição disseram que a participação da coalizão na conferência era provável, mas duvidaram que irá produzir qualquer acordo imediato para Assad deixar o poder, sua principal exigência.


"Estamos diante de uma situação em que todo mundo acha que haverá um casamento, quando a noiva está se recusando. O regime tem de mostrar um mínimo de vontade que está pronto para suspender o derramamento de sangue", disse Haitham al-Maleh, um integrante mais velho da coalizão.

O porta-voz da coalizão Khaled Saleh disse que o grupo quer evitar tomar parte em um processo de paz indefinido sem que Assad ceda o poder.

"Moscou quer que a oposição síria vá a Genebra sem pré-condições. Se formos lá e... sentarmos por meses será uma perda de tempo e de mais mártires sírios", disse Saleh.

Houve combates mais pesados nesta sexta-feira em Qusair, uma cidade que controla o acesso ao litoral que as forças de Assad e aliados do Hezbollah tentaram tomar em uma batalha que poderia ser um teste importante da capacidade de Assad para resistir à revolta.

Assad quer proteger a região costeira, que é a terra natal da minoria alauíta, uma ramificação do islamismo xiita. Ele é apoiado pelo Irã e Hezbollah contra os rebeldes sunitas, que recebem apoio de Arábia Saudita e Catar.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, grupo de monitoramento pró-oposição com sede em Londres, disse que o Exército sírio e as forças do Hezbollah em Qusair estavam tentando isolar rebeldes na aldeia vizinha de Hamidiya.

A mídia estatal disse que o Exército tinha destruído "antros de terroristas" em Hamidiya e também havia matado oito "terroristas" em outra aldeia, Daba, perto de Qusair.

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