Opositor venezuelano pede ajuda de papa para "conseguir eleições autênticas"
Internacional|Do R7
Roma, 9 set (EFE).- O ex-senador e opositor venezuelano Pablo Medina pediu nesta quarta-feira ao papa Francisco, durante a audiência pública na Praça São Pedro, ajuda para "conseguir eleições autênticas" em seu país, em alusão ao pleito convocado para 6 de dezembro. "Disse a ele: 'Me ajude a conseguir eleições autênticas' e ele assentiu com a cabeça", relatou Medina, ao explicar aos meios de comunicação seu breve encontro com o pontífice. Medina contou que disse ao papa que vinha "da Venezuela, a Síria da América Latina" e que conversou com Francisco sobre o problema "muito grave" da fronteira entre Colômbia e Venezuela. "Disse que o governo de (Nicolás) Maduro e (Diosdado) Cabello vai acabar fechando todas as fronteiras terrestres com a Colômbia, e depois com o Brasil, e a única fronteira que vai ficar aberta é o mar", acrescentou. Medina disse que após o seu relato, o papa afirmou estar "orando muito pela Venezuela". Após a audiência geral com o pontífice, Medina se reuniu com o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, para quem também pediu ajuda para conseguir eleições "genuínas" e com o qual tratou sobre a oposição venezuelana, a repressão estudantil e o fechamento de fronteiras. "Parolin escutou com muita atenção o relato sobre a tragédia venezuelana e esclareceu que do Vaticano está enviando um SOS à comunidade internacional, para que não deixe a Venezuela sozinha. Nós pedimos que tenhamos pelo menos as condições mínimas. Esperamos que para estas eleições o Vaticano possa solicitar um diálogo para que tenhamos soluções legítimas", contou. Atualmente, Medina é representante dos partidos venezuelanos Movimiento Laborista, Bandera Roja, MAS (Movimiento Al Socialismo), e do MIN (Movimiento de Integridad Nacional), pelos quais se apresentará como candidato às próximas eleições. Durante 30 anos dirigiu o sindicato dos operários da "Siderurgia del Orinoco" e fundou os partidos "La Causa R" e "Patria para todos". Inicialmente, foi aliado do governo de Hugo Chávez, mas depois foi se afastando até se tornar opositor, fato que o levou a liderar diversas ações legais e de protesto contra o Executivo venezuelano. EFE pb/cdr













