Os casais que foram separados pela proibição de entrada de Trump
Famílias não podem viver juntas por conta de uma proibição que existe desde 2017. Um casal de origem iraniana criou um site para denunciar a situação
Internacional|Beatriz Sanz, do R7

Desde 2017, casais sofrem com a distâcia imposta por um decreto assinado por Donald Trump. Com o argumento de segurançã nacional, os EUA proibiram a entrada de cidadãos do Irã, Líbia, Somália, Síria, Iêmen, Coreia do Norte e Venezuela.
Uma professora do ensino médio em Maryland, no estado de Washington, e um atendente em uma loja de computadores em Teerã compartilham os efeitos da proibição de viagens instituída de Trump.
Jessica Monfared, a professora, se casou em março de 2017 com Pouya Monfared, um cidadão iraniano, na Dinamarca. Porém, os dois não podem viver sob o mesmo teto já que seu marido está impedido de entrar nos EUA por conta da ordem executiva assinada por Trump, que foi autorizada pela Suprema Corte em junho de 2018.
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Da mesma forma Ashkan Ghafari, o atendente de Teerã, que se casou com a amiga de infância, uma iraniana que vive nos EUA, em dezembro de 2012 e pediu o visto em seguida. Ele também não consegue embarcar em um avião para viver ao lado da esposa.
Ambos tiveram o visto negado e recorreram ao Departamento de Justiça norte-americano, mas não receberam mais atualizações sobre como está o processo.
Plataforma de denúncia
Histórias como essas podem ser encontradas em detalhes e narradas em primeira pessoa na plataforma in-it.com. O site que denuncia a situação das famílias que estão separadas pelo decreto de Trump foi criado pelo casal iraniano Shiva Farrokhi e seu marido, que prefere não se identificar.
Os dois conseguiram o Green Card, permissão definitiva para viver nos EUA, antes no fim do mandato de Barack Obama. A inspiração para o site veio depois que Shiva se deparou com um relato da iraniana Fereshteh Abbasi,
Uma colega de escola que tinha visto de trabalho. Ela se casou com um norte-americano e se mudou para Granada, no Caribe, onde o marido estudou medicina. Quando seu visto expirou, os dois ainda estavam foram dos EUA e ela perdeu o direito de entrar novamente no país de Trump.
Foi essa amiga quem colocou as outras famílias em contato com Farrokhi. No início, os casais ficaram com medo de se expor e prejudicarem ainda mais o processo de obtenção do visto.
Contudo, um artigo de opinião publicado pelo jornal Washington Post baseado nas histórias colhidas por Farrokhi mudou esse quadro.
Depois que dividiu sua história com os leitores do jornal, o imigrante Yahya Abedi, casado com uma estudante dos EUA, conseguiu o visto e o site começou a deslanchar.
Proteção contra terrorismo
Segundo Trump, o decreto era necessário para proteger os EUA de terrorismo. A proibição inclui cidadãos do Irã, Líbia, Somália, Síria, Iêmen, Coreia do Norte e Venezuela — em sua maioria países islâmicos.
Entretanto, na prática, são poucas as pessoas que entendem quais são as regras que dificultam o pedido de visto de entrada e os recursos seguintes.
O Departamento de Justiça, responsável pelos vistos, argumenta que os critérios são claros.














