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Oxfam Brasil lança nota de repúdio aos casos de abuso sexual no Haiti

Filial brasileira da ONG britânica chamou os casos de abuso sexual por diretores da entidade no Haiti de "revoltantes e inadmissíveis"

Internacional|Beatriz Sanz, do R7

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Oxfam no Haiti: dirigentes da entidade enfrentam denúncias de abuso sexual
Oxfam no Haiti: dirigentes da entidade enfrentam denúncias de abuso sexual

A Oxfam Brasil, filial da ONG britânica no país divulgou nesta quinta-feira (15), uma nota de repúdio às denúncias de abusos sexuais que a organização enfrenta atualmente.

A Oxfam é uma das maiores instituições de caridade do mundo e se viu envolvida em um escândalo sexual de grandes proporções durante esta semana. O jornal britânico The Times revelou na última semana que o ex-diretor da organização, Roland Van Hauwermeiren se envolveu com prostitutas no Haiti, logo após o terremoto que destruiu grande parte do país e deixou mais de 316 mil mortos em 2010.


Segundo a investigação do veículo britânico, algumas das prostitutas contratadas por Hauwermeiren e pagas com o dinheiro da entidade eram menores de idade. Além disso, a prostituição é proibida no Haiti.

Na nota, a filial brasileira deixa claro que os casos de abuso sexual que estão vindo à tona “são revoltantes e inadmissíveis” e acrescenta ainda que todas as afiliadas ao redor do mundo estão fazendo um esforço para a divulgação de todos os fatos.


A própria Oxfam já sabia da situação e estava fazendo uma investigação sigilosa quando o jornal publicou a denúncia.

Funcionárias da empresa aproveitaram para denunciar outros casos de assédio e abuso que aconteceram em outros ambientes.


Desde então, a entidade está sofrendo uma debandada. O governo britânico que contribui com altos valores para a instituição já ameaçou retirar a verba de instituições que não punam casos de abuso sexual.

O prêmio nobel da Paz, Desmond Tutu também renunciou como embaixador da organização.

Segundo a Oxfam Brasil, a ONG oferece ajuda a mais de dois milhões de pessoas em países como a Síria, Líbano e Jordânia.

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