Padre jesuíta holandês é assassinado na cidade síria de Homs
Internacional|Do R7
Beirute, 7 abr (EFE).- O sacerdote holandês Frans Van der Lugt foi assassinado nesta segunda-feira por um grupo de homens armados que invadiu a Casa dos Jesuítas, situada no bairro de Bustan al Diwan, na parte antiga da cidade de Homs, no centro da Síria, segundo fontes religiosas e governamentais. O núncio do Vaticano em Damasco, o arcebispo Mario Zenari, confirmou à Agência Efe por telefone que o padre morreu com disparos na cabeça por parte de um grupo armado, que, nesta manhã, invadiu a residência conhecida como Casa dos Jesuítas. "Desconhecemos as circunstâncias exatas de sua morte. Foi uma grande surpresa porque ele já resistiu a bombardeios e tiroteios em Homs, onde decidiu ficar por sua própria vontade", assinalou Zenari. De acordo com o núncio, o corpo de Van der Lugt ainda se encontra na Casa dos Jesuítas, onde vivia junto a cerca de 20 cristãos: "É uma notícia muito triste, era uma pessoa muito querida por seu trabalho humanitário", lamentou. Em declarações à Efe, o governador de Homs, Talal al Barazi, assegurou que os assassinos do sacerdote são membros da Frente al Nusra, grupo terrorista ligado à Al Qaeda. Barazi indicou que a Crescente Vermelho tentará entrar na parte antiga de Homs ainda hoje para tentar retirar o corpo do padre. O governador afirmou que Van der Lugt vivia na cidade há 40 anos e que seu trabalho humanitário era muito apreciado entre os locais. O distrito de Bustan al Diwan é uma das áreas tomadas pelos insurgentes em Homs, embora se encontre cercada pelo Exército sírio. Durante a evacuação dos civis dos bairros tomados em Homs, realizada em fevereiro, após um acordo entre autoridades e rebeldes, o padre holandês optou por seguir no local. Ontem, nesta mesma região, a explosão de um carro-bomba resultou na morte de pelo menos 29 combatentes opositores no bairro de Suq al Yach, no centro. O sacerdote jesuíta Paolo Dall'Oglio, também em território sírio, se encontra sequestrado desde julho de 2013. As autoridades italianas acham que o religioso poderia estar em mãos de algum grupo islamita. EFE ssa/fk











