Pai de militar muçulmano morto em combate teria defendido que a lei islâmica deve estar acima da Constituição
Khizr Khan ficou famoso ao discursar durante a convenção do Partido Democrata
Internacional|Do R7

Khizr Khan, pai do capitão do Exército americano Humayun Khan, morto por um carro-bomba no Iraque em 2004, aos 27 anos, ficou conhecido após atacar o candidato republicano à Presidência dos EUA, Donald Trump, na semana passada, durante a convenção do partido democrata na Filadélfia. Entretanto, o discurso feito por Khan gerou uma série de críticas já que ele teria, no passado, exaltado a Sharia (lei islâmica) em detrimento da Constituição do país.
De acordo com as acusações feitas contra Khizr Khan, ele teria defendido, em seu passado, que a lei do “homem” não teria o mesmo valor que a lei de “Deus”, no caso dos muçulmanos, a Sharia.
Em 1983, Khizr Khan teria elogiado Allah K. Brohi, um jurista islâmico pró-jihad que era, na época, um dos conselheiros mais próximos do falecido ditador paquistanês General Zia ul Haq, o pai do movimento terrorista Taleban.
Além disso, teria mencionado com admiração a interpretação de Brohi sobre os direitos humanos, que incluía o direito de matar e mutilar quem violar leis sagradas do islã.
Em um artigo publicado na década de 80, Khan ressaltou a capacidade de Brohi em argumantar como jurista islâmico:
"Brohi argumenta convincentemente na defesa do estabelecimento de um sistema de valor moral acima da garantia dada para qualquer tipo de direitos. Para ilustrar o ponto, observa ele, "não há tal coisa como direito humano no resumo"".
Conforme interpretado por muitos, Khan teria assim concordado que os direitos humanos só podem ser garantidos através da criação de um código de moral e legal da Sharia.
Khan faz sua própria defesa para a Sharia em um trabalho acadêmico intitulado “Juristic Classification of Islamic Law” (Classificação jurídica da Lei Islâmica, em tradução livre), que ele também escreveu em 1983, enquanto estudava na Arábia Saudita.













