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Países árabes e do Ocidente prometem doar US$2,4 bi em ajuda à Síria

Internacional|Do R7

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Por Sylvia Westall e Warren Strobel

KUWEIT, 15 Jan (Reuters) - Países ocidentais e do Golfo Pérsico se comprometeram a doar mais de 2,4 bilhões de dólares nesta quarta-feira para as ações de ajuda da ONU na Síria, onde quase três anos de guerra civil deixaram milhões de pessoas com fome, doentes ou deslocadas da região onde viviam.


A promessa surgiu após um apelo da ONU para doações de 6,5 bilhões de dólares em 2014, que foi feito no mês passado e é o maior da história da organização.

A entidade mundial estima que o conflito reverteu os ganhos de desenvolvimento da Síria em até 35 anos e que, agora, metade de sua população viva na pobreza.


Mas somente cerca de 70 por cento do montante de 1,5 bilhão prometido em um encontro semelhante no ano passado chegou aos cofres da ONU, numa indicação da fadiga dos doadores com a falta de perspectivas para o fim de derramamento de sangue no país.

A chefe da ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas, Valerie Amos, disse que todas as partes no conflito demonstraram "total desconsideração com suas responsabilidades perante as leis internacionais humanitárias e de direitos humanos.


"Crianças, mulheres, homens estão encurralados, com forme, doentes, perdendo a esperança", disse Valerie aos representantes de 69 países que participam da conferência de doadores, realizada no Kuweit.

O emir que governa o Kuweit, país do Golfo, xeque Sabah al-Ahmed al-Sabah, prometeu 500 milhões de dólares em nova ajuda, enquanto os Estados Unidos anunciaram uma contribuição de 380 milhões.


O Catar e a Arábia Saudita se comprometeram com 60 milhões de dólares cada, a União Europeia, com 225 milhões de dólares, e a Grã-Bretanha, com 165 milhões de dólares.

O dinheiro arrecadado no ano passado no Kuweit foi usado pela ONU para prover rações alimentares, remédios, água potável e abrigo para pessoas na Síria e nos países vizinhos.

Naquela conferência, as maiores doações vieram de governos do Golfo Pérsico que apoiam principalmente os rebeldes que tentam depor o presidente Bashar al-Assad.

O Kuweit evitou demonstrar apoio a qualquer uma das partes e tem manifestado preocupação com a natureza sectária do conflito.

"Mesmo nas melhores circunstâncias, o conflito fez a Síria retroceder anos, mesmo décadas", declarou Ban, que presidiu a conferência.

"Estou especialmente preocupado com o fato de as partes estarem recorrendo à violência contra mulheres e meninas para denegrir e desumanizar seus oponentes. Peço o fim imediato desses abusos, que afetam indivíduos e minam o futuro da Síria."

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