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Países sunitas optam pelo silêncio após morte de Soleimani

Ministro dos Emirados Árabes Unidos pediu para que coloquem 'a sabedoria, o equilíbrio e as soluções políticas acima do confronto e da escalada'

Internacional|EFE

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Carro em que estava o general Qasem Soleimani ficou totalmente destruído
Carro em que estava o general Qasem Soleimani ficou totalmente destruído

Em meio à escalada de tensões e convicções xiitas sobre o ataque seletivo dos Estados Unidos que matou o comandante da Força Quds, unidade especial dos Guardiões da Revolução Islâmica, general Qasem Soleimani, os países sunitas permaneceram em silêncio nesta sexta-feira (3) ou pediram tranquilidade.

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Em um breve comunicado do Ministério das Relações Exteriores, o Egito pediu para "conter a situação e evitar qualquer escalada. Isto exige a cessação imediata de toda interferência regional nos assuntos dos Estados e povos árabes".

Enquanto isso no Golfo Pérsico, onde uma escalada de violência é mais provável devido à proximidade do Irã e a presença de bases e tropas militares dos EUA, nenhum governo se manifestou até o momento.

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Somente o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, pediu para que "coloquem a sabedoria, o equilíbrio e as soluções políticas acima do confronto e da escalada".

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Em sua conta oficial do Twitter, onde frequentemente comenta os acontecimentos políticos e militares de forma não oficial, Gargash disse que "a região está sofrendo de uma perda de confiança entre as partes, então esta situação requer uma abordagem racional e sem emoções".

A Arábia Saudita, principal parceiro dos EUA no Golfo e arqui-inimigo do Irã, não reagiu até agora ao assassinato de Soleimani, responsável pelas operações da Força Quds fora do Irã.

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Os rebeldes houthis no Iêmen, que segundo Riad são apoiados por Teerã, ameaçaram hoje com uma "resposta rápida e direta" contra os EUA, que tem tropas e conselheiros militares no reino saudita, assim como bases importantes no Catar e no Bahrein.

Nesse último país, que tem maioria xiita, mas é governado com mão de ferro por uma monarquia sunita, houve protestos hoje sobre a morte de Soleimani, do vice-presidente da milícia iraquiana majoritariamente xiita, Forças de Mobilização Popular (PMF, na sigla em inglês), Abu Mahdi al-Muhandis e cinco outras pessoas, incluindo membros deste grupo armado iraquiano.

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