Palestinos afirmam que Ariel Sharon era um criminoso
Líderes esperavam que ex-premiê comparecesse ao Tribunal Penal como criminoso de guerra
Internacional|Do R7

Os líderes palestinos classificaram o ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, morto neste sábado (11), de criminoso, e criticaram o fato de ele não ter sido levado à justiça internacional.
"Sharon era um criminoso, responsável pelo assassinato de Arafat, e esperávamos que comparecesse ante o Tribunal Penal Internacional como criminoso de guerra", declarou à AFP o líder do Fatah, Jibril Rabub.
O Hamas, no poder na Faixa de Gaza, classificou de "momento histórico" o "desaparecimento deste criminoso com as mãos cobertas de sangue palestino".
Sharon morreu aos 85 anos depois de oito anos em coma por causa de um derrame. As décadas de atuação militar e política fizeram de Sharon um dos mais populares e controversos líderes de Israel. O general linha-dura é uma das últimas lideranças da geração que fundou o Estado de Israel, e muitos no país acompanharam a sua saída da vida pública e a deterioração de sua saúde nos últimos anos com grande tristeza.
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O estado de saúde do ex-premiê começou a se agravar em dezembro de 2013, em decorrência de falência renal.
Sharon, ex-general e líder da direita, estava em condição vegetativa desde o derrame que sofreu em janeiro de 2006, quando ainda comandava o governo. Ele ocupava o cargo de premiê de Israel desde 2001, e havia prometido alcançar "paz e segurança duradouras".












