Paquistaneses vão às urnas apesar de ameaça talibã e explosões que já mataram pelo menos 10
Por volta das 12h (horário local), cerca de 30% já havia votado no País
Internacional|Do R7

Os paquistaneses se dirigiam às urnas neste sábado (11) para participar de eleições legislativas históricas para a consolidação democrática desta potência nuclear, desafiando as ameaças de atentados dos talibãs que já atingiram a cidade de Karachi (sul) e deixaram 11 pessoas mortas.
Às 12h (horáiro local), a participação nas eleições era de cerca de 30%, indicou a Comissão Eleitoral, que espera que a taxa alcance 60% no fechamento das urnas.
Segundo Jurshid Alam, um funcionário de alto escalão da Comissão Eleitoral, a participação é muito animadora.
— Estimamos que atualmente é de 30% e esperamos uma taxa final de cerca de 60%.
O índice de participação, que nas últimas eleições gerais de 2008 foi de 44%, será uma das chaves do resultado.
Colégios eleitorais abrem no Paquistão
Segundo correspondentes da AFP, no começo da tarde (horário local) era registrada uma forte participação na capital, Islamabad, e em outras grandes cidades como Karachi, Lahore (leste) e Peshawar (noroeste). No entanto, ela parecia mais limitada na província do Baluchistão, atingida com frequência pela violência.
Os paquistaneses começaram a votar às 8h (0h de Brasília) nos aproximadamente 70 mil colégios eleitorais, que fecharão suas portas às 17h (9h de Brasília). No entanto, foram registrados alguns atrasos, especialmente em Karachi, e a Comissão Eleitoral anunciou que os Colégios afetados permanecerão abertos um pouco mais.
Mais de 86 milhões de pessoas estão habilitadas a votar para escolher 342 deputados e representantes em quatro assembleias provinciais do Paquistão.
Os primeiros resultados podem ser divulgados ainda no início da noite. O partido que obtiver a vitória nas eleições estará encarregado de formar um governo, recorrendo a uma coalizão majoritária, se for necessário.
Estas eleições são históricas, já que permitirão que um governo civil passe o poder a outro depois de ter chegado ao fim de um mandato de cinco anos, uma novidade neste país criado em 1947 e com uma história marcada por golpes de Estado.
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Duas horas após o início da votação, uma bomba explodiu em Karachi.
O artefato estava dirigido contra o carro de um candidato do ANP (Partido Nacional Awami), um dos alvos preferidos do TTP (Movimento dos Talibãs do Paquistão), que reivindicaram o ataque. Ao menos 11 pessoas morreram e 36 ficaram feridas, de acordo com fontes de saúde.
Pouco depois, em Peshawar (noroeste), outra bomba colocada diante de um Colégio Eleitoral reservado às mulheres feriu oito pessoas, segundo os médicos.
E uma terceira bomba, de potência média, explodiu em Mardan, perto de Peshawar, ferindo outras quatro pessoas. Ao menos 127 pessoas morreram durante a campanha eleitoral no Paquistão, considerada pelos observadores a mais mortífera da história do país.
O TTP, oposto a estas eleições por considerá-las "não islâmicas", reivindicou muitos destes ataques, que ocorreram em sua maioria no noroeste e em Karachi, onde o grupo está muito implantado.













