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Paquistão julgará ex-presidente Pervez Musharraf por traição

Internacional|Do R7

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Islamabad, 17 nov (EFE).- O Paquistão anunciou neste domingo que julgará o ex-presidente golpista Pervez Musharraf, por traição, crime castigado com a pena de morte ou prisão perpétua, por impor o estado de emergência em 2007. Em entrevista coletiva, o ministro de Interior paquistanês, Chaudhry Nisar Ali Khan, explicou que o governo tomou a decisão após receber no sábado o relatório encomendado a um comitê formado para estudar o caso do antigo ditador. "É a primeira vez na história do Paquistão que isto ocorre e a decisão foi tomada pelo interesse nacional", disse Khan, citado pela imprensa local. De acordo com o responsável de Interior, o procedimento judicial contra Musharraf começará amanhã, momento no qual enviará uma carta ao chefe de Justiça do país para que se forme um comitê de três juízes que assumam o caso. Além disso, o governo nomeará um fiscal especial para julgar o ex-militar, de acordo com a televisão local "Geo". Musharraf já enfrenta quatro casos relacionados com seu governo de entre 1999 e 2008, e há dez dias obteve a liberdade de movimento após encontrar-se sob prisão domiciliar desde abril. O militar impôs em novembro de 2007 o estado de emergência no país, suspendeu a Constituição e o Parlamento e ordenou a detenção de 60 juízes, fatos que, segundo o ministro do Interior, representam traição de acordo com o artigo 6 da Carta Magna paquistanesa. Pervez Musharraf chegou ao poder em 1999 após dar um golpe de Estado contra o então primeiro-ministro Nawaz Sharif, que ganhou as eleições em maio e é de novo o líder do Paquistão. Após abandonar a chefia do Exército em 2007, o ex-general quis se transformar em presidente civil do país, mas seu regime caiu fruto da pressão de alguns setores políticos e, sobretudo , do Judiciário. Musharraf, o único dos quatro ditadores militares do Paquistão que foi acusado formalmente em um tribunal e detido, retornou ao Paquistão em março após um autoexílio de quatro anos para participar das eleições. EFE pmm-jlr/rsd

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