Paquistão realizará eleições gerais dia 11 de maio
Internacional|Do R7
Islamabad, 20 mar (EFE).- O Paquistão realizará suas eleições gerais no próximo dia 11 de maio, informou nesta quarta-feira à Agência Efe uma fonte oficial. O presidente do país, Asif Ali Zardari, assinou hoje a ata que estabelece a realização do pleito nessa data, disse Farhatula Babar, porta-voz do governo. Pela primeira vez nos 65 anos de história do Paquistão, marcada por muitos golpes militares, um governo democrático completa seu mandato completo e convoca eleições. As próximas eleições gerais renovarão as 342 cadeiras do Parlamento, das quais 272 serão escolhidos diretamente, 60 estarão reservados às mulheres e 10 às minorias religiosas. O governante Partido Popular do Paquistão (PPP) e o líder da oposição, Chaudhry Nisar Ali Khan, membro da direção da PML-N, não conseguiram alcançar um acordo para nomear um primeiro-ministro interino, uma decisão que deve ser tomada nos próximos três dias. De acordo com observadores, o governante PPP tem grandes chances de renovar o mandato que obteve em 2008, quando alcançou 121 cadeiras e superou as 91 obtidas pelo PML-N, principal partido de oposição. Aos dois históricos partidos se soma Imran Khan, o ex-jogador de críquete que nos últimos meses passou a se destacar como líder do Movimento pela Justiça do Paquistão ("PTI"), formação que pode roubar tirar votos da PML-N. As novas eleições gerais foram confirmadas após dois anos de tensões entre o Executivo, o Judiciário e o Exército por acusações mútuas de corrupção e interferência em suas funções. A queda de braço entre a Suprema Corte e o Governo em um suposto caso de corrupção do presidente Zardari originou a queda de Yousuf Raza Gillani, que foi substituído por Rajá Pervez Ashraf no cargo de primeiro-ministro em 2012. Além disso, o Paquistão também se encontra envolvido em uma onda de violência devido à atividade de movimentos insurgentes e grupos separatistas, especialmente nas zonas de fronteira com o Afeganistão. Nos últimos meses, a violência contra a minoria religiosa xiita também se intensificou, além das contínuas lutas de grupos armados vinculados aos partidos políticos da cidade de Karachi, capital econômica do país. EFE wa-jlr/fk











