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Para especialista, Marco Rubio talvez seja o mais capacitado para negociar com o Irã

‘É muito claro que os técnicos estão trabalhando nos últimos detalhes’, afirma entrevistado sobre reuniões entre os países

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Negociações com o Irã estão progredindo, com a possibilidade de um acordo que beneficie o partido de Donald Trump nas eleições de meio de mandato.
  • O especialista Igor Lucena acredita que Marco Rubio é a pessoa mais capaz para resolver as questões entre EUA e Irã nos próximos 60 dias.
  • Apesar do otimismo, existe a possibilidade de cobrança de taxas por serviços adjacentes no estreito de Ormuz, o que pode ser visto como uma violação de acordos internacionais.
  • A ausência de um pedágio em Ormuz alivia pressões, mas o Irã pode ainda cobrar por serviços, evitando que outros países adotem práticas similares.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As negociações com o Irã aparentam progredir. A declaração do Ministério das Relações Exteriores de Omã de estarem descartadas as possibilidades de um pedágio no estreito de Ormuz animou o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que busca elaborar um acordo capaz de garantir uma vitória eleitoral para o partido de Donald Trump com a vinda das eleições de meio de mandato.

Durante o Conexão Record News desta quinta-feira (25), o especialista em relações internacionais Igor Lucena opinou que “Rubio talvez seja a pessoa mais capaz” para resolver as questões remanescentes entre EUA e Irã nos próximos 60 dias de negociação.


Um homem norte-americano, vestindo um terno, está sentado ao lado de um homem árabe com vestes tradicionais da região. Eles estão em uma sala elegante.
Marco Rubio tem participado de diversos encontros para elaborar um texto que fortaleça os EUA Reprodução / Record News

“Não há dúvidas de que a gente vai ver [...] xingamentos de um lado e do outro, dizendo que cada um não está colocando os acordos em prática, mas isso é uma visão para nós, o público. Internamente, é muito claro que os técnicos estão trabalhando nos últimos detalhes e tentando fazer com que os dois lados se acertem”, elabora.

Embora esteja otimista quanto ao progresso do acordo, Lucena comentou que, embora não haja um pedágio em Ormuz, há grandes chances de o governo do país cobrar uma taxa de pagamento por serviços adjacentes, como reboques ou impostos cobrados às embarcações que atravessarem o local.


“De fato, não ter essa cobrança, acho que alivia e diminui um pouco a pressão, porque os custos de transporte já são elevados”. O especialista ainda afirma que a tarifa seria vista como a violação de um acordo internacional, o que poderia ter motivado outros países a seguirem o mesmo caminho. “Seria uma bola de neve que o Irã, sendo um país que foi atacado, não teria interesse em transformar em realidade”.

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