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Com guerra, preço médio do frete sobe 3,36% em março

Valor teve alta de 3,36% em relação a fevereiro (R$ 7,73), segundo análise mais recente do IFR (Índice de Frete Rodoviário) da Edenred

Economia|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O preço médio do frete rodoviário no Brasil subiu 3,36% em março, atingindo R$ 7,99 por quilômetro.
  • O aumento foi impulsionado pela alta no preço do diesel, com o S10 subindo 13,6% e o S500 aumentando 12,34%.
  • A demanda no agronegócio, devido ao escoamento da safra de grãos, também contribuiu para o aumento dos custos de transporte.
  • Novas regulamentações da ANTT exigem a emissão de documentos específicos e impõem multas por descumprimento do piso mínimo do frete.

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Índice de preços mostra que diesel S10 subiu 13,6% em março, enquanto comum (S500) avançou 12,34% Marcello Casal Jr/Agência Brasil - Arquivo

O preço médio do frete rodoviário por quilômetro rodado no Brasil fechou março em R$ 7,99. O valor teve alta de 3,36% em relação a fevereiro (R$ 7,73), segundo a mais recente análise do IFR (Índice de Frete Rodoviário) da Edenred, baseado em dados da plataforma Repom.

A principal pressão veio do diesel, impactado pelo cenário global de abastecimento de petróleo ainda tensionado pelo Oriente Médio. O Índice de Preços Edenred Ticket Log mostra que o combustível do tipo S10 subiu 13,6% em março ante fevereiro, enquanto o comum (S500) avançou 12,34%, com preços médios de R$ 7,10 e R$ 7,01 por litro, respectivamente.


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Por consequência, esses preços elevaram o custo do transporte e, também, o valor do frete. Além disso, o agronegócio contribuiu para uma demanda maior, devido ao escoamento da safra de grãos.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima o volume de 2025/2026 em 353,4 milhões de toneladas — 0,3% a mais sobre o ciclo anterior —, o que, se confirmado, será um novo recorde na série histórica.


O indicador também refletiu mudanças regulatórias. Em março, novas determinações da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) passaram a exigir a emissão do Ciot (Código Identificador da Operação de Transporte) para todas as contratações e a prever multas por violação do piso mínimo do frete.

Essas medidas tendem a reforçar a fiscalização e a influenciar os custos do setor. Para Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio na Edenred Mobilidade, “o avanço do frete em março reflete uma combinação de fatores estruturais e conjunturais”, e a expectativa é de nova alta no fechamento de abril.

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