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Para Trump, militares devem combater EI e sauditas pagarem por apoio dos EUA

Internacional|Do R7

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Washington, 16 ago (EFE).- O pré-candidato presidencial republicano Donald Trump defendeu a ideia de enviar tropas dos Estados Unidos para combater o Estado Islâmico (EI) no Iraque e, além disso que a Arábia Saudita deveria pagar pelo apoio que seu país presta, conforme uma entrevista transmitida neste domingo pela emissora "NBC". Em um esboço de sua política externa para o Oriente Médio, Trump afirmou que a chave para derrotar o EI passa por tirar os poços de petróleo do grupo jihadista, a fim de acabar com seus recursos. Advertido pelo entrevistador que isso poderia envolver o desdobramento de tropas norte-americanas, o magnata respondeu: "Não tem problema". Para o aspirante republicano, os iraquianos deveriam receber "algo" de seus campos de petróleo, apesar de essa riqueza também ter que ajudar os soldados dos Estados Unidos. "Definitivamente, deveríamos pegar o dinheiro para nossos militares. Temos soldados que foram gravemente feridos ou mortos. Quero que suas famílias recebam algo. Há guerreiros feridos por todas as partes, que não recebem nada, e nem sequer podem dizer que alcançaram uma vitória", declarou. Sobre a Arábia Saudita, um dos aliados-chave dos Estados Unidos no Oriente Médio, Trump indicou que o país árabe deveria pagar por sua aliança diplomática. "Defendemos à Arábia Saudita. Enviamos nossos navios. Enviamos nossos aviões e não ganhamos nada? Por quê? Eles (os sauditas) ganham US$ 1 bilhão por dia", argumentou o milionário. "A razão principal pela qual estamos com a Arábia Saudita é porque precisamos de petróleo. Agora, não precisamos tanto", disse ele, ao ressaltar que o país deveria pagar aos americanos, pois, sem o respaldo dos EUA, "não existiriam". Trump também falou sobre o pacto alcançado em julho em Viena entre o Irã e o Grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha). Ele qualificou o documento como "um mau acordo" que "conduzirá a um Holocausto nuclear". Desde que anunciou sua candidatura à indicação do Partido Republicano para as eleições presidenciais de 2016, o magnata teve uma campanha marcada por comentários polêmicos e insultos. Apesar disso, se mantém no topo entre candidatos republicanos que buscam a candidatura à Casa Branca nas pesquisas de intenção de voto. EFE pa/cdr

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