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Paris e Londres insistem em armar rebeldes sírios apesar de oposição da UE

Os ministros das Relações Exteriores da França e do Reino Unido defenderam o fim do embargo europeu de armas à Síria

Internacional|Do R7

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Um garoto mostra artefatos não detonados, que foram jogados de aviões das forças do presidente Bashar al-Assad
Um garoto mostra artefatos não detonados, que foram jogados de aviões das forças do presidente Bashar al-Assad

Os ministros das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, e do Reino Unido, William Hague, defenderam nesta sexta-feira (22) o fim do embargo europeu de armas à Síria, ou pelo menos uma revisão das sanções, apesar da oposição da maioria dos países da União Europeia (UE).

— A questão é impedir [o presidente sírio] Bashar al Assad de seguir bombardeando e massacrando a população síria e permitir a oposição se defender.


Hague, por sua vez, afirmou que em função da "atual situação na Síria, que está em contínua deterioração", o governo do Reino Unido quer "ir mais além" do fornecimento de equipamento "não letal" que já está sendo praticada atualmente.

— Para conseguir uma solução diplomática e política na Síria é necessário que continuemos apoiando no terreno a coalizão nacional.


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Para o chefe da diplomacia britânica existem "sólidos argumentos" a favor da retirada do embargo no final em maio, quando vence o atual regime de sanções europeu.

No entanto, o ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, disse que seu país é "reticente" ao fim do embargo e lembrou que é necessário evitar que armas caiam em maõs erradas e o conflito piore.


Já o ministro austríaco, Michael Spindelegger, opinou que levantar o embargo de armas "não seria uma boa ideia" e não traria a paz, mas sim aumento do conflito.

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Spindelegger contou que manteve conversas com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que compartilharia de sua opinião.

Fontes europeias indicaram hoje em Dublin que a maioria dos Estados-membros segue contra permitir o envio de armamentos além dos "não letais" (que incluirm veículos blindados e equipamentos de proteção pessoal).

As discussões sobre a questão continuarão nas próximas semanas, antes da posição final ser definida em maio.

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