Logo R7.com
RecordPlus

Paris e Londres não conseguem acordo na UE para armar oposição síria

Internacional|Do R7

  • Google News

Bruxelas, 15 mar (EFE).- A França e o Reino Unido não tiveram sucesso com os outros membros da União Europeia (UE) na intenção de levantar o embargo de armas à Síria e deram um prazo até o fim de maio para conseguir um acordo, com a advertência que, se não houver, atuarão por conta própria em apoio à oposição no país. O presidente francês, François Hollande, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, falaram com os outros membros sobre a iniciativa conjunta, que disseram apenas que o bloco voltará a tratar o assunto na próxima semana em Dublin. Segundo fontes comunitárias, não há vontade de "acelerar" prazos e por enquanto a maioria vê mais riscos que vantagens na ideia de armar a oposição. "Devemos trabalhar para encontrar uma postura comum", disse Hollande ao término da cúpula, insistindo em que sua vontade não é impor uma "ruptura" ou movimentos "unilateralistas". No entanto, também deixou claro que a França "assumirá suas responsabilidades" se não conseguir um pacto sobre a medida, que considera necessária. "O Reino Unido é um país soberado, temos nossas próprias políticas de segurança e defesa. Se queremos empreender ações individuais que pensamos que são de nosso interesse nacional, somos livres para fazê-lo", disse Cameron. Embora Hollande tenha confiado em que possa ter uma decisão em uma prazo de "semanas", a data limite fixada por Londres e Paris é 1 de junho, dia no qual se não tiver um acordo deixaria de estar em vigor o embargo de armas europeu e, portanto, os impedimentos para os Estados-membros. O presidente francês insistiu que chegou o momento, após dois anos de conflito, de dar à coalizão opositora o que reivindica. "A coalizão quer, em vista de que não há via política por enquanto, ter os meios para defender as pessoas e responder com armas", explicou. Frente à França e Reino Unido, a maioria de Governos europeus continua sendo reticente em facilitar a entrada de mais armas na Síria. Entre eles, Berlim, que mantém "reservas consideráveis" sobre a iniciativa e que teme que o movimento leve a outros países como a Rússia e o Irã reforçarem seu apoio ao regime de Bashar al Assad, disse nesta sexta a chanceler alemã, Angela Merkel. Se a Alemanha, apesar de suas dúvidas, se mostrou disposta a discutir com o resto de membros, outros como a Áustria deixaram claro que são contra a ideia. A Espanha também não é partidária de levantar o embargo e prefere esperar que se aproxime a data de vencimento das sanções observando a situação no terreno, segundo fontes do Executivo. Um bom número de Governos expressou seu temor de que uma eventual entrega de armas termine beneficiando grupos radicais, disseram outras fontes. Frente a eles, Hollande disse que "o maior risco seria não fazer nada" e afirmou que, com um levantamento do embargo, "os riscos seriam reduzidos". "Com as armas, vale mais controlá-las do que deixá-las circular como acontece hoje", advertiu, para afirmar que dispõe de "todas as garantias" de que o material só chegaria à coalizão opositora, reconhecida pela Europa como "representante legítima" do povo sírio. Além disso, afirmou que há países, concretamente da Liga Árabe, que poderiam assegurar esse controle e dar assistência técnica aos rebeldes no plano militar. Tanto Londres como Paris insistiram em seguir defendendo uma "solução política" e consideram que esta seria mais realista com um aumento da "pressão militar" que pode exercer a oposição contra o regime. "Acho que teremos mais oportunidades de ver um processo político se o povo vir que a oposição síria é uma força crível que cada vez cresce e se reforça mais", resumiu Cameron. EFE mvs/ff (foto) (vídeo)

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.