Paris eleva plano de alerta antiterrorista após ofensiva em Mali e Somália
Internacional|Do R7
Paris, 12 jan (EFE).- O presidente da França, François Hollande, anunciou neste sábado que ordenou elevar o nível do plano de alerta antiterrorista "Vigipirate" após as duas ofensivas francesas realizadas na sexta-feira em Mali e na Somália. O chefe do Estado disse que a luta contra o terrorismo "exige tomar todas as precauções" e afirmou que deu ordem ao primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault, para que o reforço desse plano, que atualmente se encontra no nível "vermelho", seja feito "o mais rápido possível". A declaração de Hollande, de apenas quatro minutos de duração, aconteceu no Palácio do Eliseu, após uma reunião com os responsáveis de Defesa sobre a evolução da situação nesses dois países africanos, que reuniu entre outros os titulares das Relações Exteriores (Laurent Fabius), Defesa (Jean-Yves Le Drian) e Interior (Manuel Valls). Hollande comentou que em particular mandou reforçar a vigilância dos "edifícios públicos e as infraestruturas de transporte". O anúncio chega depois que Ansar al Din, um dos grupos jihadistas que lançaram na quinta-feira uma ofensiva contra a cidade de Kona (Mali), indicando que a França "pagará caro" pelo apoio ao Exército deste país africano. "Nossa missão em Mali não acabou", disse Hollande, segundo comentou que a França pretende "preparar o desdobramento de uma força de intervenção africana para permitir que Mali recupere sua integridade territorial". Com essa missão em mente, o chefe de Estado comentou que deu "todas as instruções" para os meios de imprensa para que se limitem a esse objetivo, que conta com o apoio da comunidade internacional "em seu conjunto" e que é saudado pelos países africanos. Hollande justificou a intervenção em Mali por conta "da agressão terrorista" que ameaça a África, e lamentou a morte de um piloto francês na ofensiva aérea lançada no país. Em um dia marcado também pelo fracasso da operação de libertação do refém francês Denis Allex sequestrado na Somália, o presidente lamentou que essa atuação não tenha sido realizada com sucesso. O presidente recalcou que, apesar das baixas no exército francês com a morte de dois soldados na Somália, a atuação "confirma a determinação francesa de não ceder à chantagem terrorista". EFE mgr/ff











