Paris: polícia confronta ativistas durante protestos de 1º de maio
Agentes já haviam realizado detenções depois de detectar de mensagens. Grupos radicais convocaram protestos durante as celebrações
Internacional|Da EFE

Polícia e manifestantes entraram em confronto em Paris, na França, nesta quarta-feira (1º) durante atos de protesto por ocasião do Dia do Trabalho.
Os agentes já haviam realizado detenções durante a manhã a fim de evitar distúrbios, depois da detecção de mensagens de grupos radicais com intenção de atuar nas celebrações.
Um porta-voz da polícia confirmou à Agência Efe que foram realizadas detenções, mas não quis citar números.
Segundo a emissora France Info, entre os detidos há três espanhóis que portavam artefatos incendiários e objetos que poderiam servir como armas.
A legislação permite realizar controles de identidade de pessoas inclusive antes que estas compareçam em concentrações para verificar que não estão em posse de objetos que possam ser utilizados para atos de violência, o que inclui também capuzes e peças (de roupa) para dificultar a identificação.

O ministro francês de Interior, Christophe Castaner, indicou na segunda-feira (29) que mais de 7,4 mil policiais foram mobilizados durante o dia todo em Paris por conta das mensagens que circularam nas redes sociais sobre transformar a cidade em "capital dos distúrbios".
Entre eles estariam 190 duplas de agentes em motocicletas para possíveis deslocamentos mais rápido diante dos registros de violência.
Segundo Castaner, espera-se que compareçam a Paris entre mil e 2 mil "ativistas radicais" ao longo do dia, entre os quais pode haver alguns chegados dos países vizinhos, assim como grupos de "coletes amarelos" também radicalizados.
Cerca de 600 estabelecimentos comerciais (lojas, hotéis e restaurantes, principalmente) no trajeto da manifestação — organizada entre a estação de Montparnasse e a Place d'Italie — seguem fechados por decisão da Prefeitura para evitar que possam ser alvo de ataques.
Como nos últimos sábados, dia habitual de convocação dos protestos dos coletes "amarelos", foi proibida qualquer manifestação em um amplo setor que cobre a avenida dos Champs Elyseés, o Palácio do Eliseu e a Assembleia Nacional, assim como o entorno da Catedral de Notre-Dame.
No total, 20 estações de metrô e dos trens de cercanias nessas áreas estão fechadas.











