Parlamento da Coreia do Sul aprova afastamento da presidente
Park Geun-hye pediu desculpas à população em uma reunião com seus ministros
Internacional|Do R7

O Parlamento sul-coreano aprovou nesta sexta-feira (9) o impeachment da presidente Park Geun-hye por envolvimento em um escândalo de tráfico de influência, preparando terreno para que ela se torne a primeira líder eleita do país a ser afastada do cargo.
Os parlamentares decidiram pelo impedimento por 234 votos a favor e 56 contra, o que significa que dezenas de membros do próprio partido de Park, o conservador Partido Saenuri, apoiaram o impeachment. Ao menos 200 membros da câmara de 300 assentos precisavam votar a favor para que o pedido fosse aprovado.
A Corte Constitucional da Coreia do Sul agora deve decidir se mantém o impeachment, em um processo que pode levar até 180 dias. O cargo de Park será imediatamente assumido pelo primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn de forma interina.
Milhares marcham na Coreia do Sul pedindo saída da presidente
Após a votação, Park disse esperar que a confusão em torno da crise política na Coreia do Sul seja resolvida logo depois da aprovação do impeachment pelo Parlamento, e acrescentou que vai se preparar para uma revisão judicial do pedido de impedimento.
A presidente afastada pediu desculpas à população em uma reunião com seus ministros, e pediu a eles que trabalhem com o primeiro-ministro para evitar qualquer buraco em questões de segurança nacional e problemas na economia.
Um escândalo de proporções gigantescas abalou a sociedade sul-coreana e fez a aprovação da presidenta Park Geun-Hye atingir o fundo do poço nas últimas semanas. De acordo com a mídia local, a chefe de Estado mantinha relações duvidosas com Choi Soon-...
Um escândalo de proporções gigantescas abalou a sociedade sul-coreana e fez a aprovação da presidenta Park Geun-Hye atingir o fundo do poço nas últimas semanas. De acordo com a mídia local, a chefe de Estado mantinha relações duvidosas com Choi Soon-Sil, apontada como líder de um culto religioso conhecido como "Oito Fadas" que tinha acesso a informações sigilosas do governo e supostamente escolhia até mesmo as roupas que a presidente usaria em aparições públicas, além de modificar seus discursos



















