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Parlamento do Chipre adia para amanhã votação sobre plano de resgate

Internacional|Do R7

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Flora Alexandrou. Nicósia, 18 mar (EFE).- O parlamento do Chipre adiou pela segunda vez - agora para terça-feira - a votação de um polêmico programa de medidas do Eurogrupo devido às alterações de última hora que foram introduzidas na parte que afeta os depósitos privados, e cujo objetivo é suavizar o impacto sobre os pequenos poupadores. "Foram feitas modificações na minuta", e é preciso "mais tempo" para que a comissão parlamentar de Economia as estude, disse o presidente do parlamento, Yiannakis Omiru, na saída de uma reunião a portas fechadas com os líderes dos partidos. Desde que, na madrugada do sábado, os ministros da zona do euro acordaram um resgate de 10 bilhões de euros em troca de 5,8 bilhões dos depósitos bancários, o Chipre vive um pesadelo que não parece acabar. Primeiro, a votação deveria ter ocorrido no domingo, depois foi adiada para segunda-feira e hoje voltou a ser marcada uma nova data: amanhã, às 16h GMT (13h de Brasília), o parlamento começará o debate prévio à ratificação. A recusa da maioria dos partidos à versão do Eurogrupo - um imposto extraordinário de 9,9% sobre os depósitos superiores a 100 mil euros e de 6,7% aos inferiores - junto com as vozes que começaram a chegar do exterior abrindo as portas para um modelo menos prejudicial para os pequenos poupadores tornaram possível apresentar uma nova fórmula. Fontes ligadas às negociações disseram hoje à Efe que o novo projeto prevê um imposto de 3% para os depósitos inferiores a 100 mil euros, e de 12,5% para os superiores, embora alguns veículos de imprensa falem de uma faixa de até 15% para os depósitos que superem os 500 mil euros, e outros digam que o imposto será praticamente nulo para os depósitos inferiores a 20 mil euros. Outros governos europeus, em particular o da Alemanha, insistiram que o importante é que o Chipre garanta a contribuição de 5,8 bilhões de euros à qual se comprometeu no Eurogrupo, e que é assunto interno do governo de Nicósia organizar as divisões tributárias. Após dois dias de vaivém de números e entrevistas, os partidos esperam agora os resultados da teleconferência de hoje entre os ministros de Finanças do Eurogrupo para fazer uma análise da nova proposta. Além dos pequenos poupadores, a taxa sobre os depósitos prejudica sobretudo os interesses da Rússia, cujos cidadãos são responsáveis por mais de um quinto de todos os depósitos nos bancos do Chipre. Por isso não se estranha a reação do presidente Vladimir Putin, que hoje a qualificou como "injusta, pouco profissional e perigosa". EFE fl-ih/id (foto)

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