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Parlamento do Paquistão se despede como o primeiro a concluir mandato

Internacional|Do R7

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O primeiro-ministro do Paquistão, Raja Pervez Ashraf, enalteceu neste sábado a conclusão histórica de um mandato completo do Parlamento como uma vitória da democracia, ao fazer seu discurso de despedida à nação.

A potência nuclear de 180 milhões de habitantes, onde ataques dos talibãs e níveis recorde de violência contra a minoria de muçulmanos xiitas fizeram aumentar o medo sobre a segurança nas próximas eleições, deverá escolher novos líderes em meados de maio.


O Parlamento, que celebrou sua última sessão na quinta-feira, se tornou agora o primeiro da história do Paquistão a concluir um mandato completo, terminado este sábado. Sua dissolução é um marco para o país, onde os militares tomaram o poder três vezes em golpes de Estado e governaram por cerca da metade do tempo de existência do país.

"É um prazer para mim que uma pessoa comum como eu seja hoje primeiro-ministro do Paquistão e dê uma esperança de continuidade da democracia para a nação", afirmou Ashraf em discurso transmitido pela televisão.


"Há uma longa história de contendas entre forças democráticas e antidemocráticas no Paquistão, mas as forças da democracia finalmente conquistaram uma vitória", acrescentou.

Analistas atribuem a conclusão bem sucedida do mandato parlamentar à habilidade política de Zardari para manter a coalizão intacta, à determinação do chefe de Estado-maior do Exército de se manter fora da política e a relutância da oposição em forçar a celebração de eleições antecipadas.


Mas apesar de aprovar leis chave, que remontam a décadas de interferência de governistas militares, o Parlamento legislou, nos últimos cinco anos, em meio ao declínio econômico debilitante e à piora da segurança.

Ashraf afirmou que os feitos chave na gestão de seu partido incluíram a devolução do poder às províncias, mas reconheceu que o governo também conseguiu solucionar a crise de energia.


Ele apelou às pessoas que votem nas eleições de maio, assegurando aos eleitores que o pleito será justo.

"Com a presença de partidos políticos, uma comissão eleitoral independente, uma imprensa, sociedade civil e judiciário eficazes, não há chances de manipular eleições agora", afirmou.

"Apelo a todos os partidos políticos, a instituições nacionais, à sociedade civil e aos meios de comunicação de massas que concluam o processo eleitoral em um ambiente independente, pacífico e agradável", afirmou.

Ashraf disse ter conseguido fazer acordo com os quatro ministros chefes de governo das províncias para celebrar eleições nacionais e provinciais no mesmo dia.

A data ainda deve ser anunciada, mas autoridades afirmam que a Comissão Eleitoral recomendou os dias 8, 9 ou 10 de maio.

Os políticos ainda estão negociando a composição de uma administração interina que deverá substituir o governo em alguns dias durante o período da campanha eleitoral.

ks/jms/mvv

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