Parlamento venezuelano retoma sessões e opositores recuperam uso da palavra
Internacional|Do R7
Caracas, 21 mai (EFE).- O Parlamento venezuelano retomou nesta terça-feira suas sessões ordinárias, suspensas há três semanas após uma confusão entre os deputados, e hoje mesmo a bancada opositora recuperou o direito de palavra, retirado no último mês de abril por decisão da direção governista do Legislativo por não reconhecer Nicolás Maduro como presidente. Na sessão de hoje a oposição propôs que se incluísse na discussão do dia uma moção de rejeição à violência dentro e fora do Parlamento e que se averiguassem "profundamente" os "fatos sangrentos" do dia 30 de abril no Legislativo, mas a maioria governista a rejeitou. "A violência deve ser condenada tanto dentro como fora do plenário (...) porque é o recurso dos que não tem raciocínio, dos que não tem mentalidade democrática", disse o deputado opositor William Dávila. A deputada governista Tania Díaz respondeu que o chavismo já conversou com a oposição, em reuniões realizadas nas últimas semanas, que "rejeitam toda forma de violência" e que é fundamental que "se respeitem as normas" legislativas "para que não haja outra manifestação de violência" na Assembleia. "Além disso, os fatos que ocorreram aqui (no Parlamento), que rejeitamos, não podem ser comparados com as 11 mortes registradas após o pleito" de abril, acrescentou a deputada. O governo responsabiliza o líder opositor e ex-candidato presidencial Henrique Capriles por essas mortes porque ocorreram durante manifestações opositoras contra os resultados das eleições de 14 de abril. Capriles, que não reconhece os resultados eleitorais que deram a vitória a Maduro e os impugnou perante o Supremo, se desvinculou da violência e responsabiliza o governo pela situação. EFE gf/rsd












