Passageiros e tripulantes do "Triumph" desembarcam em porto dos EUA
Internacional|Do R7
Miami (EUA.), 15 fev (EFE).- Os exaustos 4.229 passageiros e tripulantes do cruzeiro "Triumph", que teve que ser rebocado até a costa dos EUA, já estão retornando para suas residências desde o porto de Mobile (Alabama), onde desembarcaram na madrugada desta sexta-feira após quase cinco dias à deriva em águas do Golfo de México. "Já desembarcaram 3.143 passageiros que viajavam no 'Triumph' e foram transferidos a hotéis ou pelos parentes que lhes aguardavam no dique do porto" de Mobile, confirmou nesta sexta-feira à Agência Efe Joyce Oliva, porta-voz da operadora de cruzeiros americano Carnival, proprietária do gigantesco navio de 275 metros de comprimento e 14 andares. Muitos dos passageiros desceram do cruzeiro vestindo roupões de banho, já que não imaginavam que teriam que levar roupas de inverno para um suposto cruzeiro de quatro dias pelo caribe. Os 3.143 passageiros e os 1.086 tripulantes viram os planos de um prazeroso cruzeiro acabarem quando no domingo houve um incêndio na casa das máquinas, o que deixou a embarcação sem propulsão nem climatização. O presidente e executivo-chefe da Carnival, Gerry Cahill, expressou na página da empresa no Facebook seu agradecimento a todos os que colaboraram em "trazer o 'Triumph' ao porto de maneira segura". "Quero agradecer à Guarda Litorânea americana, às autoridades da cidade de Mobile e do porto, à tripulação e a todos que fizeram um esforço incrível" para que os passageiros deixassem o navio e "retornassem para casa". Salvo duas pessoas que tiveram que ser resgatadas por problemas médicos que já apresentavam antes mesmo de embarcar, uma delas porque requeria um tratamento de diálise, não foram registrados problemas de saúde entre os passageiros, afirmou Oliva. Oliva também disse que a empresa devolverá valor íntegro das passagens, oferecerá outra viagem de graça e, além disso, arcará com todas as despesas de alojamento e transporte dos afetados. Também entregou US$ 500 a cada um dos passageiros do cruzeiro, explicou. A Carnival dispôs de todos os tipos de facilidades para que os afetados retornem aos seus lares. Segundo o testemunho dos passageiros que entraram em contato com parentes e meios de comunicação, as condições eram cada vez mais incômodas. Apenas funcionavam 20 banheiros e praticamente não havia comida quente. Fotografias tiradas pelos próprios passageiros mostravam colchões para dormir estendidos nas pontes do navio e em áreas próximas aos elevadores. Alguns passageiros beijaram o solo logo após descerem do cruzeiro e outros destacaram a calma das pessoas apesar dos incidentes. A Carnival é a maior empresa de cruzeiros do mundo e é proprietária de dez empresas do setor naval consideradas entre as mais importantes do mundo (Carnival, Princess, Holland América, Seabourn, Cunard, Aida, Costa, Ibero, P&O e P&O Austrália). Este consórcio aglutina 56% da indústria naval internacional, conta com 101 cruzeiros e atende a mais de 8,5 milhões de passageiros ao ano. A Carnival emprega mais de 90 mil trabalhadores ao redor do mundo e fatura US$ 15 bilhões anuais. Durante esta semana, a companhia perdeu mais de 4,6% na Bolsa de Nova York, onde no meio do pregão de hoje é negociada a US$ 37,17, especialmente desde que na quarta-feira reconheceu que este incidente poderia reduzir seu lucro durante a primeira metade do ano entre 8 e 10 centavos por ação. Em qualquer caso, no último ano acumula uma apreciação na bolsa de 23%. EFE emi/ff (foto)











