Passagem do tufão Wipha deixa 17 mortos e 45 desaparecidos no Japão
Internacional|Do R7
Andrés Sánchez Braun. Tóquio, 16 out (EFE).- O tufão Wipha, considerado o maior da última década no Japão, deixou nesta quarta-feira pelo menos 17 mortos e 45 desaparecidos devido aos fortes vento e chuvas, que também provocaram graves deslizamentos de terra. A pequena ilha de Izu Oshima, situada a pouco mais de 100 quilômetros ao sudeste de Tóquio, foi a mais castigada pela passagem do Wipha, tendo em vista que, segundo os últimos dados divulgados pela Agência Nacional de polícia, 16 pessoas morreram na região. Apesar da força mostrada pelo Wipha, por volta das 15h50 locais (3h50 de Brasília) de hoje, o mesmo já tinha sido rebaixado à categoria de ciclone extratropical de baixa intensidade e se movimentava a 95 km/h em direção norte-nordeste com pouca probabilidade de afetar zonas povoadas nas próximas horas. Já na ilha de Izu Oshima, onde vivem 8 mil habitantes, as tarefas de resgate seguem intensas para localizar os 42 desaparecidos registrados após a passagem do tufão Wipha. As equipes de resgate localizaram a maior parte dos corpos das vítimas debaixo de dezenas de casas desmoronadas - principalmente por causa dos deslizamentos de terra - ou na foz de um rio que transbordou, já que a ilha em questão registrou níveis recordes de chuva (mais de 122,5 milímetros por hora). Naoki Inose, o governador da Prefeitura de Tóquio (da qual a ilha de Izu Oshima faz parte), pediu hoje o desdobramento de uma unidade das Forças de Autodefesa para auxiliar os trabalhos de resgate realizado pela polícia e bombeiros. Por outro lado, na região metropolitana de Tóquio, o corpo de uma mulher foi encontrado na cidade de Machida. De acordo com as autoridades, ela teria sido arrastada depois que um rio transbordasse. Além disso, as autoridades buscam uma pessoa desaparecida na província de Chiba, ao leste de Tóquio, e também duas crianças que desapareceram em uma praia em Kanagawa (ao sul da capital japonesa). A passagem do tufão Wipha, que não chegou a tocar terra em nenhuma das quatro ilhas mais povoadas do Japão, deixou 37 pessoas feridas em 16 províncias de todo o país, onde inundou lares, provocou cortes de eletricidade e deslizamentos de terra. O tufão afetou principalmente a região metropolitana e provocou, especialmente na primeira hora, cortes nas linhas de trem (locais e de alta velocidade), cancelamentos de voos (463 domésticos e internacionais nos dois maiores aeroportos de Tóquio) e o fechamento temporário de algumas estradas. No entanto, o impacto da passagem do Wipha foi suavizado devido aos alertas emitidos pelas autoridades sobre a potência do tufão, um fato que fez com que muitos habitantes permanecessem em suas casas como medida de prevenção. Já no nordeste do país, as chuvas elevaram o nível da água armazenada em uma zona de contenção construída no exterior da usina nuclear de Fukushima. Os técnicos da usina, que desde ontem se preparavam para passagem do tufão, tiveram que abrir várias válvulas de drenagem e bombear parte desta água, que contém baixos índices de radiação, para tanques de armazenamento temporário. O tufão Wipha, o 26º da temporada 2013 e o terceiro que afeta o Japão - depois do Toraji e do Man-yi, que deixaram juntos quatro mortes no país -, trouxe ventos quase tão fortes como o Tokage, que castigou o leste do Japão em outubro de 2004. O tufão em questão, o pior da última década, deixou 89 mortos e chegou a provocar prejuízos de US$ 3,2 bilhões. Desde então, só o tufão Talas, que afetou o centro da ilha de Honshu menos de cinco meses depois do terremoto e tsunami de março de 2011, deixou um saldo de mortos tão alto no país asiático (68). No entanto, ambos os tufões citados ainda ficam muito longe dos estragos causados pelo "supertufão" Vera, que em 1959 matou mais de 5 mil pessoas no Japão. Por causa desta catástrofe, as autoridades do país começaram a instalar sistemas cada vez mais sofisticados para prever o impacto destes potentes fenômenos meteorológicos. EFE asb/fk (foto)













