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Passos Coelho diz que saída de ministro não trará "instabilidade" a Portugal

Internacional|Do R7

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Lisboa, 5 abr (EFE).- O governo português afirmou nesta sexta-feira que a saída do ministro de Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, não provocará "instabilidade" no país e, inclusive, negou qualquer tipo de divisão no seio do Executivo, de coalizão conservadora. "A saída de Relvas não supõe nenhuma crise política", declarou o primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, durante seu discurso no debate quinzenal no Parlamento, onde foi questionado sobre a renúncia do que até então era seu braço direito no Executivo. Neste aspecto, o líder conservador luso ressaltou que não existe "nenhum problema de coesão" em sua equipe de Governo, lembrando que superou uma moção de censura na última quarta-feira - a quarta em menos de dois anos de legislatura - por causa da maioria absoluta que conta na câmara. Passos Coelho, além disso, defendeu o ministro demissionário, que renunciou ao cargo horas antes de se tornar público que o Ministério da Educação enviou à Promotoria uma investigação sobre as supostas irregularidades em seu currículo, já que, segundo a imprensa local, o mesmo teria obtido seu título de formado em Ciências Políticas e Relações Internacionais em um só curso (2006-2007). No Parlamento, o primeiro-ministro luso alegou que essa investigação ministerial é "um processo contra a Universidade", a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) de Lisboa, e não contra Relvas. "Não se trata de um comportamento do ministro, mas de uma avaliação dos procedimentos deste centro universitário. A ideia é saber se os mesmos cumpriam ou não os requisitos exigidos", detalhou. Segundo Passos Coelho, Relvas "não cometeu nenhum abuso" e "nem é suspeito de ter participado de nenhuma irregularidade". No entanto, durante o debate, toda a esquerda, com o Partido Socialista (PS) - o principal da oposição - à frente, considerou muito grave a conduta do ministro demissionário e aproveitou para reprovar novamente o Governo por causa de suas medidas de austeridade. Antonio José Seguro, secretário-geral do PS, afirmou que o caso Relvas cria sim instabilidade no país e, inclusive, debilita a credibilidade do governo em meio a uma grave crise econômica no país, que assinou o resgate financeiro em maio de 2011. Desta forma, a esquerda marxista não só pediu a renúncia de Relvas, mas de todo o Executivo. A renúncia do ministro abriu a primeira crise de governo na aliança de centro-direita, entre social-democratas (PSD) e democratas-cristãos (CDS-PP), que se mantém no poder desde junho de 2011, após ganhar as eleições antecipadas que puseram fim aos seis anos de administração socialista. Nestes 22 meses, Passos Coelho substituiu alguns secretários de Estado, mas ainda não tinha enfrentado a renúncia de um ministro, como a de Relvas, a qual surgiu após o escândalo de sua titulação universitária. Ontem, o já ex-ministro atribuiu sua renúncia a questões pessoais e à "falta de condições anímicas" para seguir no governo. O que fora titular da pasta de Assuntos Parlamentares - responsável pela gestão da Administração Local, do esporte, da juventude, da imigração, da igualdade de gênero e dos meios de comunicação - se viu envolvido em várias polêmicas durante os últimos meses, as quais prejudicaram visivelmente sua imagem pública. EFE otp/fk

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