Peña Nieto apresenta "roteiro" para "nova etapa" do México
Internacional|Do R7
Cidade do México, 20 mai (EFE).- O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, apresentou nesta segunda-feira o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), um "roteiro " para que cidadãos e governo caminhem "juntos rumo a uma nova etapa do país" na qual haja paz, inclusão e prosperidade. O documento, que levou em conta a opinião de 228.949 mexicanos, não é um plano para administrar a conjuntura, "mas para fazer mudanças de fundo", disse Peña Nieto em um ato realizado no Palácio Nacional com a presença de vários membros de seu gabinete. O político do Partido Revolucionário Institucional (PRI) explicou que o PND identifica os "obstáculos" que impediram o desenvolvimento do país, "define grandes objetivos, estabelece prioridades e ações específicas, mas principalmente políticas e reformas transformadoras". Pela primeira vez, o plano 2013-2018 inclui indicadores para medir o avanço no cumprimento das metas estabelecidas no documento e que os cidadãos poderão consultar pela internet. Na opinião do presidente, "o México tem a oportunidade histórica de empreender uma profunda transformação" com a participação de todos os setores da sociedade. Em um país no qual há 52 milhões de pobres, o objetivo fundamental do plano é conseguir que os cidadãos gozem dos direitos garantidos pela Constituição. Para isso, a estrutura do plano retoma as cinco metas nacionais para elevar a qualidade de vida dos mexicanos, que são conseguir um México em paz, inclusivo, com educação de qualidade, prosperidade e que seja um ator importante no entorno global. Em matéria de segurança e sem detalhar medidas concretas, Peña Nieto reiterou que a prioridade é reduzir a violência atacando os delitos que mais afetam à sociedade, mediante a prevenção do crime e a transformação institucional das forças de segurança e da justiça. A onda de violência suscitada pelos cartéis de drogas é uma das principais preocupações dos mexicanos, depois que 70 mil pessoas morreram em ações vinculadas com o crime organizado durante o mandato do conservador Felipe Calderón (2006-2012). Segundo números oficiais, nos primeiros cinco meses do governo de Peña Nieto, foram registrados 5.296 homicídios supostamente relacionados com o crime organizado, número 14,4% inferior ao reportado entre dezembro de 2011 e abril de 2012. Para conseguir um México inclusivo, o presidente indicou que os esforços estarão dirigidos a erradicar a fome e fechar as brechas de desigualdade, enquanto impulsionarão uma educação adequada às necessidades dos cidadãos do século 21, assim como um "maior e mais efetivo" investimento em ciência e tecnologia. Para alcançar um México próspero e acelerar o crescimento do PIB, cuja média anual foi de 1,9% nos últimos seis anos, considerou indispensável manter a estabilidade macroeconômica e investir em infraestrutura para assegurar um dinamismo "sustentado e sustentável". Para conseguir o México com responsabilidade global, acrescentou Peña Nieto, é necessário projetar-se como uma nação que defende o direito internacional, que promove o livre-comércio e que é solidária com os diferentes povos do mundo. O presidente explicou que o plano incorpora três estratégias transversais: políticas públicas dirigidas a modernizar e transformar os setores produtivos, um governo moderno, eficiente e próximo à cidadania, e a perspectiva de gênero em ações governamentais. Por sua parte, o secretário de Fazenda, Luis Videgaray, lembrou que o plano incorpora 228.949 propostas cidadãs, a maior quantidade desde o início desta prática democrática em 1983. Os temas mais recorrentes na consulta foram a melhora do sistema educacional nacional, a redução da violência, a proteção dos direitos humanos, a assistência às vítimas e a criação de empregos dignos e bem remunerados. O governo de Peña Nieto, que começou no último dia 1º de dezembro, recebeu as propostas entre os dias 28 de fevereiro e 9 de maio, através de guichês físicos, foros e por via eletrônica. A vice-presidente da Câmara dos Deputados, a esquerdista Aleida Alavez Ruiz, indicou que o PND pode se transformar mais uma vez em "letra morta", como aconteceu em ocasiões anteriores, porque "carece de mecanismos que avaliem ou sancionem servidores públicos que não o cumprirem". EFE pem/rsd (foto)











