Pentágono calcula em 20 mil número de tropas russas na Ucrânia
Internacional|Do R7
Washington, 7 mar (EFE).- O Pentágono calcula que a Rússia desdobrou cerca de 20 mil soldados na península ucraniana da Crimeia, e segue enviando militares à zona, por isso que vigia de perto esses movimentos. O porta-voz do Departamento de Defesa americano, o contra-almirante John Kirby, disse nesta sexta-feira que a Rússia enviou mais tropas à Crimeia nos últimos dias até conseguir 20 mil soldados, segundo as melhores estimativas. Este número se encontra abaixo dos 30 mil que denunciaram recentemente as autoridades de Kiev. Segundo Kirby, nos últimos dias a Rússia enviou "milhares de tropas" à Crimeia, região que a inteligência americana vigia de perto para antecipar qualquer movimento ordenado desde Moscou. O porta-voz assegurou que o Pentágono "não está tão preocupado pelo número de tropas, mas pelo o que estão fazendo", e deu exemplos como o bloqueio de bases navais e o afundamento de embarcações de patrulha para evitar que as forças ucranianas tomem o controle da região autônoma. Além disso, Kirby confirmou que hoje o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, falou por telefone com o ministro interino de Defesa da Ucrânia, Oleksandr Turchynov, para transmitir o apoio dos EUA e agradecer a contenção exercida para evitar uma escalada que acabe em um choque armado. Hagel transmitiu o compromisso da Aliança Atlântica (Otan) que exercerá a defesa coletiva e dissuasão em sua zona de influência, do que se beneficiará Ucrânia. O chefe do Pentágono falou de cooperar com a Ucrânia em assuntos humanitários e outros assuntos de Defesa, algo que Hagel confiou seja para "longo prazo". Em plena tensão com a Rússia pela crise da Crimeia, os Estados Unidos mobilizaram caças e outras aeronaves militares na missão de vigilância da Otan no Báltico e aumentaram as manobras conjuntas na Polônia. Além disso, o destróier de mísseis guiados USS Truxtun ingressou hoje no Mar Negro como parte de manobras rotineiras, mas que coincidem com o delicado momento na região. O USSTruxtun faz parte do grupo de ataque do porta-aviões USS George H. W. Bush, que se encontra neste momento no Mediterrâneo. EFE jmr/ff










