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Perícia mostra leve trajetória ascendente da bala que matou promotor argentino

Investigação aponta telefonemas entre Nisman e agente de inteligência

Internacional|Do R7

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Até agora o único acusado no caso é Diego Lagomarsino, o técnico em informática que trabalhava com o promotor
Até agora o único acusado no caso é Diego Lagomarsino, o técnico em informática que trabalhava com o promotor

Uma nova perícia confirmou nesta segunda-feira (9) que a bala que matou o promotor argentino Alberto Nisman entrou acima de sua orelha direita com uma "trajetória ligeiramente ascendente", compatível com uma lesão auto infligida.

A bala atravessou o crânio com uma trajetória de menos de 30 graus, sem orifício de saída, provocando o que se conhece como "tatuagem de pólvora" (marca provocada pela deflagração e o calor), segundo detalharam fontes da investigação citadas pela agência oficial Télam.


Segundo especialistas consultados pela mesma agência, a arma não estava colocada diretamente sobre a têmpora, mas ligeiramente mais atrás - embora a investigação já tenha esclarecido que o disparo foi realizado a menos de um centímetro de distância -, motivo pelo qual será determinante averiguar se o tiro foi feito com a pistola de frente ou ligeiramente de lado para constatar a hipótese do suicídio.

Até agora o único acusado no caso é Diego Lagomarsino, o técnico em informática que trabalhava com o promotor e que lhe entregou a arma que acabou com sua vida e foi achada junto a seu corpo.


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A investigação da morte de Alberto Nisman detectou chamadas a partir do celular do promotor para um telefone que pertence a Antonio "Jaime" Stiuso, ex-chefe de operações da Secretaria de Inteligência da Argentina, informou a promotora responsável pelo caso, Viviana Fein.

— Do cruzamento das chamadas telefônicas efetuadas de e para a linha Nextel de Alberto Nisman, se depreende que as reiteradas comunicações recebidas pelo assinante correspondem ao engenheiro Stiuso e foram efetuadas a partir do o número do falecido promotor.


O comunicado esclareceu que "o registro detalha as comunicações de entrada e saída, mas não reflete o conteúdo". A procuradoria informou que "estão avaliando as condições com as quais tomarão o depoimento do engenheiro Stiuso, para resguardar a integridade pessoal da testemunha".

Stiuso, que colaborava com Nisman na investigação do atentado em 1994 contra a associação judaica Amia, foi liberado dias atrás pelo governo de guardar segredo em relação a suas atividades de inteligência para que pudesse ser interrogado.

Segundo a investigação, Nisman manteve contato telefônico com uma linha no nome de Stiuso um dia antes de sua morte.

O governo assinalou que o ex-agente é instigador de uma manobra que levou Nisman a apresentar, quatro dias antes de sua morte, uma denúncia contra a presidente Cristina Kirchner de ter acobertado os iranianos acusados do ataque à Amia, no qual morreram 85 pessoas.

Até agora o único acusado formalmente pela morte de Nisman no caso é Diego Lagomarsino, o técnico informático que trabalhava com o promotor e que entregou a arma de onde saiu a bala encontrada na cabeça do promotor e encontrada junto ao corpo.

A promotoria detalhou em seu comunicado de hoje que "o disparo foi efetuado na zona temporal direita, três centímetros acima da inserção do pavilhão auricular e se estabeleceu que o orifício de entrada tinha diâmetro de seis milímetros". Na sexta-feira começaram as provas histopatológicas e de DNA sob as unhas de Nisman.

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