Perimetral é implodida no Rio e dá início a revitalização da zona portuária
Internacional|Do R7
Rio de Janeiro, 24 nov (EFE).- O Rio de Janeiro deu neste domingo mais um passo no projeto de revitalização da zona portuária com vistas aos Jogos Olímpicos de 2016 com a demolição de parte da Avenida Perimetral, uma das principais artérias do tráfego carioca, e na qual se habilitará uma via rápida para descongestionar o trânsito da região central. Durante a operação, que aconteceu nesta manhã, foram usados 1.200 quilos de dinamite para implodir, em menos de cinco segundos, os pilares que sustentavam um trecho de cerca de um quilometro do elevado. Por motivos de segurança, os cerca de 160 moradores da região, com imóveis a menos de 150 metros do ponto onde aconteceu a explosão, foram retirados de suas casas no momento da detonação. "A cidade, a gente sabe, passou muito tempo sem capacidade de olhar para frente. Acho que aqui o Rio renasce. O Centro da cidade é o local mais importante. Essa região aí é uma região fantástica e completamente abandonada, bem no meio do Rio de Janeiro", afirmou o prefeito Eduardo Paes, que acompanhou a demolição. Inaugurada na década de 1960, a Avenida Perimetral serviu durante 50 anos como uma das principais vias de acesso entre o centro do Rio de Janeiro e as zonas do norte e oeste da capital carioca. "O samba começou aqui, aqui tem muita história. Muito legal a gente poder ver a cidade renascendo e acho que isso é um símbolo muito forte desse renascimento", acrescentou Paes. A solução definitiva para o tráfego, segundo a Prefeitura, começará a ser sentido em 2015 e 2016, quando o Rio de Janeiro espera a chegada de milhares de turistas para os Jogos Olímpicos. Como parte do "Projeto Maravilha", que revitalizará bairros da zona portuária, está prevista, entre outras iniciativas, a inauguração em 2014 do Museu do Amanhã, projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava. Este novo centro cultural, dedicado à sustentabilidade e a ecologia, terá com um investimento R$ 215 milhões e será custeado com fundos privados, segundo a Prefeitura. EFE ass/cd (foto)











