Perspectiva de nova eleição na Itália aumenta após Grillo receber ultimato
Ex-humorista, Grillo ficou em terceiro lugar e foi considerado o vencedor das eleições, mas ele vem se recusando a formar governo com a centro-esquerda
Internacional|Do R7

A Itália parecia caminhar para uma nova eleição, nesta segunda-feira (4), após o líder da centro-esquerda Pier Luigi Bersani lançar um ultimato ao líder do Movimento 5 Estrelas, Beppe Grillo, pedindo apoio a um governo provisório, ou "vamos todos para casa".
Em uma aparição no canal estatal de tevê RAI na noite de domingo, Bersani descartou outro governo tecnocrata como o anterior, liderado por Mario Monti.
A eleição da semana passada terminou sem nenhum grupo obtendo maioria no Parlamento, fazendo com que uma aliança com o rival seja a única solução para formar um governo.
— Agora [Grillo] deve dizer o que quer, ou então vamos todos para casa, incluindo ele.
Nos últimos dias, Grillo, artífice da "antipolítica" na Itália e considerado o grande vencedor das eleições dea semana passada, anunciou que não apoiará a posse de um governo liderado por Bersani nem por nenhum outro. Seu partido ficou em terceiro lugar no Senado.
Já a Cãmara vai ficar sob controle do Partido Democrata, de Bersani. Receber o apoio de Grillo no Senado é fundamental para que o centro-esquerdista Bersani forme governo e seja nomeado primeiro-ministro.
Os mercados financeiros estão observando a Itália de perto e a diferença entre os bônus de 10 anos italiano e os títulos alemães — uma medida de confiança do investidor — aumentou na segunda-feira para quase uma máxima em três meses, à medida que o país entrou na segunda semana de impasse político.
Na semana passada, Grillo chamou Bersani de "um homem morto que fala", após o líder da centro-esquerda ter feito as primeiras aberturas para o movimento populista de Grillo, que se tornou o maior partido único da Itália em seu primeiro teste nacional.
Na segunda e terça-feira, Grillo irá se reunir com os 163 novos senadores do 5 Estrelas, que nunca estiveram no Parlamento antes, para conversar sobre sua estratégia antes da primeira sessão do Parlamento no dia 15 de março, e sobre as consultas formais subsequentes com o presidente Giorgio Napolitano sobre a formação de um governo.
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