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Peru: Presidente diz que democracia estará em risco caso seja deposto

Oposição quer remover Kuczynski do cargo por envolvimento com Odebrecht

Internacional|Do R7

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Kuczynski nega irregularidades com Odebrecht
Kuczynski nega irregularidades com Odebrecht

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, disse a parlamentares que o futuro da jovem democracia do país pode sofrer caso a tentativa da oposição de depô-lo do poder tenha sucesso nesta quinta-feira (21), e voltou a negar acusações de irregularidades antes de uma votação que pode derrubá-lo.

O partido populista de direita que controla o Congresso espera retirar Kuczynski da Presidência com uma moção nesta quinta sob o argumento de que ele é "moralmente inábil" para governar, após a descoberta de que ele tinha conexões empresariais com a construtora Odebrecht no centro do maior escândalo de corrupção da América Latina.


A Odebrecht informou na semana passado ao Congresso peruano que transferiu cerca de 4,8 milhões de dólares a duas consultorias vinculadas a Kuczynski, uma delas quando ele era membro do governo do então presidente Alejandro Toledo entre 2001 e 2006. Trata-se da Westfield Capital, uma empresa cujo único funcionário era o próprio Kuczynski e que recebeu 782 mil dólares da Odebrecht entre 2004 e 2007, incluindo 60 mil dólares nos anos em que o atual mandatário foi ministro da Economia e primeiro-ministro.

Kuczynski, de 79 anos, foi eleito presidente em 2016, depois de uma carreira empresarial bem-sucedida, em parte por ter prometido endurecer o combate à corrupção.

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