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Pesquisas mostram escoceses mais céticos com independência

Internacional|Do R7

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LONDRES, 23 Fev (Reuters) - Os escoceses estão se tornando mais céticos sobre a ideia de a Escócia se tornar independente do Reino Unido, mostraram duas pesquisas neste domingo, num revés para os nacionalistas que querem que o pequeno país deixe a união de 307 anos com a Inglaterra.

As pesquisas foram publicadas na véspera da primeira reunião completa de gabinete a ser realizada na Escócia pelo governo do primeiro-ministro britânico, David Cameron, uma medida que visa mostrar seu comprometimento em manter a nação rica em petróleo dentro do Reino Unido.


Os escoceses decidirão se rompem com o Reino Unido em um referendo marcado para 18 de setembro, no qual o pró-independência Partido Nacionalista Escocês (SNP, na sigla em inglês) tenta convencer os escoceses que o país será mais livre e próspero sozinho, o que Cameron rejeita.

Uma pesquisa do instituto ICM mostrou neste domingo que o apoio ao "não" cresceu para 49 por cento, cinco pontos percentuais a mais do que no mês passado, enquanto o apoio ao "sim" se manteve estável em 37 por cento.


Um outro levantamento, encomendado pelo SNP e realizado pelo instituto Panelbase, coloca o "não" em 47 por cento, ante 43 por cento em setembro, e o "sim" em 37 por cento, contra 44 por cento em setembro.

As duas pesquisas foram divulgadas depois de o ministro das Finanças da Grã-Bretanha, George Osborne, descartar uma união monetária com uma Escócia independente e também após o chefe da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, dizer que seria "difícil, se não impossível" uma Escócia independente se juntar à União Europeia.


Cameron disse que a unidade britânica possibilita maximizar os benefícios do petróleo e do gás localizados no Mar do Norte escocês.

"Prometo que vamos continuar a usar os ombros largos do Reino Unido para investir nesta indústria vital, para que possamos atrair negócios, criar empregos, desenvolver novas habilidades em nossa população jovem e garantir que possamos competir na corrida global", disse ele em comunicado.

(Reportagem de Andrew Osborn)

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