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Plano apresentado pelo Irã aos EUA para encerrar guerra é uma ‘não proposta’, diz especialista

Segundo ele, a reabertura do estreito atende aos interesses iranianos, enquanto a questão nuclear é deixada de lado

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã propõe reabertura do estreito de Ormuz e fim dos conflitos no Oriente Médio.
  • Especialista afirma que a proposta atende mais aos interesses iranianos do que internacionais.
  • Circulação de navios no estreito é questionada; bloqueio total pelos EUA é contestado.
  • Probabilidade de conflito militar imediato é considerada baixa, com tentativas de protelação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Irã apresentou uma nova proposta aos Estados Unidos que prevê a reabertura do estreito de Ormuz e o encerramento dos conflitos no Oriente Médio. No entanto, o plano adia futuras negociações sobre o programa nuclear. A informação foi divulgada pelo site Axios e pela Associated Press.

Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (27), Ricardo Cabral, especialista em segurança internacional, analisou que esta é uma “não proposta”, pois atende parcialmente às expectativas internacionais.


Dois barcos de madeira flutuam em águas azuladas. O da frente carrega grandes volumes cobertos por lonas e amarrados com cordas; o de trás está menos carregado. Ambos têm cascos pintados com padrões circulares decorativos e vários níveis de convés. No primeiro, bandeira vermelha e branca hasteada.
Circulação de navios na área do estreito de Ormuz continua sendo um assunto questionado Reprodução/Record News

Segundo ele, a reabertura do estreito atende aos interesses iranianos, diante das limitações logísticas do país para armazenar petróleo. “Eles não têm onde guardar petróleo e, se injetarem novamente, a possibilidade de perda dos poços chega a 50%”, explicou.

“E deixar a posteriori qualquer negociação sobre a questão nuclear é exatamente o oposto do que os americanos querem; eles querem começar pela questão nuclear, entregar todo urânio, acabar com um programa paralelo e um programa civil, eles querem isso. A partir dali, as outras coisas vão ser discutidas e está fora de questão essas coisas de indenização, reconhecimento de soberania sobre o estreito, que, aliás, fere tratados internacionais e por aí vai. É uma não proposta”, completou.


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Além disso, a circulação de navios na área continua sendo um assunto questionado. Há registros de embarcações transitando pelo estreito, porém Cabral contesta a interpretação de um bloqueio total por parte dos Estados Unidos.

“Os americanos não estão bloqueando o estreito, eles impedem navios ligados ao Irã”, afirmou. Ele acrescenta que, em alguns casos, a travessia pode ocorrer mediante pagamento. “Se passou, é porque pagaram pedágio de cerca de 2 milhões de dólares”, disse.


Apesar da escalada de tensões, o especialista avalia que há baixa probabilidade de um conflito militar imediato. “O que estamos vendo é uma tentativa de protelação”, disse.

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