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Planos de cessar-fogo na Ucrânia avançam para fase operacional, diz primeiro-ministro inglês

Keir Starmer promoveu uma reunião virtual com 25 líderes dispostos a contribuir com o fim da guerra

Internacional|Do R7

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Keir Starmer convocou uma reunião virtual entre 25 países dispostos à discutir o fim da guerra. Reprodução/Instagram/@Keirstarmer

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, defendeu neste sábado (15), um acordo de paz para a Ucrânia. O chefe de governo reuniu os 25 líderes internacionais por videoconferência e afirmou que as potências militares se reunirão na próxima semana, conforme o avanço do plano de paz. O pedido reforça que as nações mantenham a pressão sobre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, buscando um desfecho para a guerra.

Starmer classificou como “coalizão dos dispostos” o pedido que reafirma o compromisso de apoiar a Ucrânia na luta contra o domínio russo. Apesar da discussão entre os europeus sobre a segurança do território ucraniano, os russos se mostram resistentes, enquanto os Estados Unidos buscam o cessar-fogo.

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“Temos de continuar a avançar e nos preparar para a paz, e uma paz que seja segura e duradoura”, disse o primeiro-ministro. Para Starmer, Putin não está disposto a negociar a paz.

Enquanto analisava a trégua do confronto proposta pelos Estados Unidos na Arábia Saudita, Putin ouviu de Starmer que “não leva a paz a sério”.

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Posicionamento de Putin

Para aceitar o pedido dos Estados Unidos, a Rússia declara a necessidade de discutir os termos e exige uma série de concessões à Ucrânia. “A ideia, em si, é correta, e certamente a apoiamos. Mas há questões que precisamos discutir”, afirma Putin.

Starmer afirma que Putin “está tentando atrasar as coisas”. A reunião contou também com discursos do presidente francês, Emmanuel Macron, do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e do secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

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O primeiro-ministro reforçou a necessidade de Vladimir Putin ceder e negociar o fim do conflito. “Mais cedo ou mais tarde, Putin terá que sentar à mesa. Então, este é o momento. Que as armas se calem, que os ataques bárbaros contra a Ucrânia parem de uma vez por todas e que um cessar-fogo seja acordado agora”, apontou Starmer.

Ele acrescentou que o foco deve ser o fim do confronto e que negociar uma pausa não é mais suficiente. “Agora é o momento de iniciar discussões sobre um mecanismo para gerenciar e monitorar um cessar-fogo total e concordar com negociações sérias não apenas para uma pausa, mas para uma paz duradoura, respaldada por fortes acordos de segurança por meio da nossa coalizão dos dispostos”, reforçou Starmer.

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Novos compromissos em apoio à Ucrânia

Starmer apontou que a reunião levou a “novos compromissos”, incluindo medidas para reforçar a segurança e a defesa da Europa. E reforçou a importância do encontro para interromper o avanço de Putin.

“Não vamos simplesmente esperar que Putin aja”, disse ele. “Em vez disso, continuaremos avançando. Por isso, o grupo que convoquei hoje é mais importante do que nunca.”

Ele ainda destacou que os líderes concordaram em “aumentar a pressão sobre a Rússia, manter o fluxo de ajuda militar para a Ucrânia e intensificar as sanções à economia russa”, visando atrasar Putin e forçá-lo a ceder espaço para negociações.

“Também concordamos em acelerar nosso trabalho prático para apoiar um possível acordo. Portanto, agora avançaremos para uma fase operacional”, finalizou Starmer.

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