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Por que uma russa é vista como má influência na mídia e virou alvo de preocupação na França

Jornalista tem defendido os interesses de Vladimir Putin em um momento em que o país se aproxima das eleições presidenciais

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Xenia Fedorova, jornalista russa, é vista como uma propagandista do Kremlin na mídia francesa, especialmente em veículos do bilionário Vincent Bolloré.
  • Autoridades francesas estão preocupadas com a influência de suas opiniões pró-Moscou, especialmente em um momento de eleições presidenciais iminentes.
  • O presidente Emmanuel Macron criticou Fedorova, considerando-a um "instrumento de influência" ao invés de uma jornalista.
  • Protestos e críticas surgiram após a extensão de sua autorização de residência na França, com ativistas temendo a normalização da propaganda russa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Xenia Fedorova foi chamada de 'a propagandista mais influente do Kremlin na França' Reprodução/Instagram/xfedorova

A jornalista russa Xenia Fedorova tornou-se o centro de uma polêmica na França, sendo vista por autoridades e especialistas como uma ferramenta de propaganda do Kremlin infiltrada no coração da mídia francesa. A sua trajetória no país passou de uma jornalista estatal para o que o governo francês classifica como uma “agente de influência”.

Ex-diretora da filial francesa do canal estatal russo RT — proibido em 2022 e fechado definitivamente em 2023 após a invasão da Ucrânia —, Fedorova, de 45 anos, ressurgiu como uma influente comentarista nos veículos do bilionário conservador Vincent Bolloré, como a CNews, a rádio Europe 1 e o Le Journal du Dimanche. Nesses espaços, ela utiliza seu francês fluente para disseminar narrativas alinhadas ao presidente russo Vladimir Putin. O jornal Le Monde a apelidou de “a propagandista mais influente do Kremlin na França”.


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A preocupação das autoridades está no fato de suas opiniões ganharem uma audiência massiva em um momento político sensível. A França se encaminha para uma de suas eleições mais importantes no próximo ano, com o debate político já voltado para a sucessão presidencial de 2027.

Analistas alertam que as narrativas pró-Moscou estão ganhando visibilidade justamente às vésperas dessas eleições, testando os limites da liberdade de expressão no país.


O próprio presidente Emmanuel Macron manifestou-se contra a russa, reiterando críticas que vêm desde 2017, quando Fedorova o confrontou em uma coletiva de imprensa em Versalhes reclamando sobre o acesso ao seu comitê de campanha. Para Macron, ao divulgar “falsidades difamatórias”, ela deixa de ser jornalista para se tornar um “instrumento de influência”.

Durante suas recentes aparições na imprensa, Fedorova tem defendido abertamente os interesses russos. No canal CNews, ela afirmou que “a Rússia é capaz de ajudar a economia francesa” e insistiu que seria “obrigatório” para o sucessor de Macron manter boas relações com Moscou. Essas declarações foram classificadas pela porta-voz do governo, Maud Bregeon, como “extremamente chocantes” e “muito sérias”, especialmente por serem transmitidas em horário nobre.


O caso de Fedorova é visto como um teste desafiador para a democracia francesa, colocando em choque a liberdade de expressão e a necessidade de combater a interferência estrangeira. Em seu livro Bannie (“Banida”), a jornalista russa diz ser uma vítima da censura estatal francesa.

A tensão aumentou após a revelação de que sua autorização de residência de longa duração foi prorrogada por 10 anos em 2024, uma decisão descrita como “surpreendente” por analistas, já que ocorre enquanto parlamentares europeus pedem sanções contra ela. Recentemente, sua presença em um almoço com a ministra da Agricultura e um assessor do líder de direita Jordan Bardella reforçou os temores de que ela esteja moldando ativamente o ecossistema político e empresarial do país.


Enquanto grupos ativistas realizam protestos em Paris exigindo a revogação de sua permanência, especialistas alertam que dar espaço a Fedorova equivale a normalizar a propaganda de um Estado sujeito a sanções internacionais. Para críticos como Marina Ovsyannikova, ex-jornalista russa que se refugiou na França, a presença de Fedorova é perigosa. “Aquilo de que fugi na Rússia chegou agora à França”, disse, segundo a France24.

Diante dessas pressões, Fedorova mantém sua postura firme, recusando-se a comentar críticas sem a garantia de que suas declarações sejam publicadas na íntegra.

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