Plebiscito de independência da Escócia será em 18 de setembro de 2014
Internacional|Do R7
Londres, 21 mar (EFE).- O plebiscito sobre a independência da Escócia será realizado em 18 de setembro de 2014, anunciou nesta quinta-feira o primeiro-ministro escocês, o separatista Alex Salmond. Em um pronunciamento no Parlamento autônomo, Salmond disse que a data será "um dia histórico" no qual os escoceses decidirão sobre seu futuro, após 300 anos pertencendo ao Reino Unido. Como já havia sido divulgado anteriormente, a pergunta a que as pessoas com direito a voto precisarão responder será: "A Escócia deveria ser um país independente? Sim ou não". O primeiro-ministro e líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP), que governa em maioria na região, apresentou perante os deputados o projeto de lei do referendo, que regulará a consulta do próximo ano. Até agora só se sabia que o plebiscito, convocado pelo Executivo autônomo com o apoio do governo de Londres, aconteceria no outono de 2014. Salmond detalhou que a legislação disporá que a Comissão Eleitoral britânica supervisione o desenvolvimento do referendo e da campanha, assim como a constituição dos colégios eleitorais, a fim de garantir que a consulta "seja reconhecida em nível internacional". A pergunta final do plebiscito foi sugerida pela Comissão Eleitoral, que recomendou mudar a versão proposta inicialmente pelo partido SNP de Salmond, que havia colocado "Está o senhor de acordo em que Escócia deveria ser um país independente?", o que se considerou algo tendencioso. Antes de apresentar a lei do plebiscito hoje, o Parlamento de Holyrood começou a tramitar há poucos dias outro projeto de lei associado para diminuir para 16 anos a idade para votar. Além dos jovens de 16 e 17 anos, que exercerão pela primeira vez o direito ao voto, poderão votar na consulta histórica as mesmas pessoas que votam nas eleições autônomas e locais, ou seja, os cidadãos britânicos, da Commonwealth, irlandeses e da União Europeia residentes na Escócia. Também poderão se manifestar os membros da Câmara dos Lordes britânica que residam no território e militares das Forças Armadas britânicas recenseadas na Escócia. Ao iniciar o debate no Parlamento autônomo, Salmond lembrou hoje que a Escócia começou "uma viagem" em 1999, com a devolução de algumas competências por parte do governo de Londres, que culminará com a decisão sobre a independência. O primeiro-ministro argumentou, ainda, que uma Escócia independente poderia tramitar melhor seus recursos e evitar os cortes que o governo conservador de David Cameron tem imposto. EFE jm/tr











