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Polícia detém 3 ex-deputados em nova fase da Operação Lava-Jato

Internacional|Do R7

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(Atualiza com mais informações da PF) Rio de Janeiro, 10 abr (EFE).- A Polícia Federal (PF) deteve nesta sexta-feira os ex-deputados André Vargas (PT), Pedro Corrêa (PP) e Luiz Argolo (SD) e outras quatro pessoas em uma nova fase da Operação Lava-Jato, informaram fontes oficiais. A investigação agora não se restringe a irregularidades na Petrobras e se estende ao Ministério da Saúde e à Caixa Econômica Federal. Correa tinha sido condenando em 2013 por lavagem de dinheiro e corrupção e cumpria sua pena em regime semiaberto, mas o juiz Sérgio Moro já decretou sua transferência para Curitiba. A PF também deteve outras quatro pessoas: a secretária de Argolo, Elisa Santos; o irmão de Vargas, Leon Vargas, e outros dois identificados como Ivan Mernon da Silva Torres e Ricardo Hoffmann. Além disso a Polícia pretendia realizar hoje nove ordens de prisão temporária e outras 16 de busca e apreensão de provas em Brasília e no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Ceará, Pernambuco e Paraná. Os detidos são investigados por crimes como formação de quadrilha, corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e uso de documentos falsos. A Polícia detectou que entre 2010 e 2014 foram assinados contratos de publicidade do Ministério da Saúde e da Caixa com a agência dirigida por Hoffmann, que desviava 10% do valor para pagar comissões aos ex-deputados. O delegado Igor Romário de Paula afirmou em entrevista coletiva em Curitiba (Paraná) que estes desvios, embora não estejam relacionados diretamente com o caso da Petrobras, replicavam o "modelo de negócio" de desvios de dinheiro que supostamente se seguia na Petrobras. "É o maior caso de corrupção no Brasil. Parece que é um modelo de negócio repetido no Brasil para a contratação no serviço público", disse o delegado. Vargas é, além disso, investigado por negócios supostamente irregulares com o cambista Alberto Youssef, que está detido desde o ano passado e confessou ser intermediário no pagamento de subornos das parceiras da Petrobras a dezenas de políticos. Estas detenções somam um novo capítulo ao gigantesco escândalo de corrupção revelado há um ano que tem em seu centro a estatal, mas que segundo as investigações pode se estender a várias obras públicas. Segundo os investigadores, a Petrobras assinava contratos fraudulentos com um grupo de construtoras e outros provedores, que superfaturavam os preços artificialmente em parte para enriquecimento ilícito e em parte para pagar subornos a altos executivos da companhia petrolífera e a dezenas de políticos que facilitavam os negócios ilegais. EFE mp/ma

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