Polícia do Texas confirma desaparecidos e desconhece causa da explosão
Internacional|Do R7
Washington, 18 abr (EFE).- A Polícia do Texas confirmou na madrugada desta quinta-feira que há vários bombeiros desaparecidos após a explosão ocorrida ontem à noite em uma fábrica de fertilizantes na cidade de West, próxima a Waco, e assegurou que as causas da deflagração ainda são desconhecidas. O sargento da Polícia de Waco Patrick Swanton, que assumiu a função de porta-voz das diferentes agências de emergência no local, explicou em entrevista coletiva que as autoridades esperam que o número de mortos aumente à medida que continuam os trabalhos de resgate, mas não citou números. A emissora local "KWTX" assegurou, citando fontes da direção de emergências da cidade, que o balanço pode ficar entre 60 e 70 falecidos. "Posso confirmar que pode haver bombeiros em paradeiro desconhecido e potencialmente um agente da lei também", disse Swanton, que também informou que os fortes ventos estão dificultando os trabalhos de resgate. De acordo com o oficial, ambulâncias e equipes de resgate seguem nas imediações da fábrica transferindo feridos, que são mais de 100, enquanto um pequeno contingente de bombeiros retornou ao local, onde o fogo já está controlado. Questionado sobre as causas da catástrofe, o sargento respondeu: "neste momento ainda não se sabe". A explosão ocorreu na fertilizadora West, no pequeno município de mesmo nome localizado 20 quilômetros ao norte de Waco, pouco antes das 20h locais (22h de Brasília), e chegou a ser ouvida a mais de 70 quilômetros de distância. Swanton acrescentou que ao longo da manhã espera poder confirmar o número de vítimas fatais do acidente, que várias testemunhas situam em dezenas. Tanto o porta-voz do Departamento de Segurança Pública do Texas, D.L. Wilson, como o prefeito de West, Tommy Muska, confirmaram previamente que a deflagração causou mortes, mas se recusaram a dar um número oficial até que os socorristas revisem todos os edifícios atingidos. As autoridades também advertiram que o ar pode ter sido contaminado após a explosão, pelo que o perigo para os habitantes ainda não cessou. EFE rg/pa











