Polícia egípcia desmantela acampamento islamita de praça no Cairo
Internacional|Do R7
Cairo, 14 ago (EFE).- A polícia do Egito conseguiu nesta quarta-feira desmantelar o acampamento dos islamitas da praça Rabea al Adauiya, no Cairo, embora alguns manifestantes ainda se encontrem entrincheirados na mesquita do local, informou à Agência Efe uma fonte do serviço de segurança que está na área. Segundo a fonte, as forças da ordem têm a situação sob controle e, com a ajuda de escavadeiras e blindados, destruíram o palco erguido na praça e a maioria das tendas. Os manifestantes se refugiaram na mesquita e em suas dependências, que permanecem sitiadas pela polícia. As forças da ordem estão fazendo chamadas com megafones aos que estão dentro do templo para que saiam do local e se entreguem às autoridades. Foi permitida a entrada de ambulâncias para cuidar dos feridos na praça de Rabea al Adauiya, que era o principal reduto da Irmandade Muçulmana e dos grupos islamitas afines. O Ministério da Saúde confirmou até o momento a morte de 95 pessoas e 874 feridos nos distúrbios registrados em distintas províncias do Egito. No entanto, os números da Irmandade Muçulmana desta manhã elevavam a mais de 200 os falecidos só na operação policial contra seus acampamentos no Cairo. O outro acampamento, muito menor e estabelecida na praça do Nahda, já foi desmantelado há algumass horas pelas forças de segurança, que perseguiram os manifestantes pelos arredores. Após a operação policial contra os acampamentos dos seguidores do deposto presidente Mohammed Mursi, a violência se estendeu por todo Egito. Foram registrados violentos enfrentamentos entre a polícia e os islamitas, assim como ataques à delegacias, edifícios governamentais e igrejas. Esta situação levou às autoridades a decretarem Estado de Emergência durante um mês em todo o país e a pedir às forças armadas que ajudem a polícia a adotar as medidas necessárias para restaurar a estabilidade. Também foi declarado toque de recolher por tempo indefinido desde 19h às 06h local (14h às 1h, horário de Brasília) em 12 das 27 províncias do país, entre elas Cairo e Giza. EFE mv-aj/ff













