Polícia espanhola já possui informações das caixa-pretas de trem acidentado
Internacional|Do R7
Santiago de Compostela (Espanha), 30 jul (EFE).- A polícia espanhola já dispõe de informações contidas nas caixas-pretas do trem acidentado em Santiago de Compostela, que inclui as conversas mantidas pelo motorista, a velocidade de cada momento e o funcionamento dos freios. Durante cinco horas, os especialistas esvaziaram o conteúdo das caixas-pretas e o juiz ordenou fazer cópias de segurança, por precaução, no marco da investigação do acidente ocorrido na quarta-feira passada, que deixou 79 mortos e vários feridos. Nesta terça-feira, 15 feridos permaneciam internados em estado crítico, entre eles uma criança. Os técnicos extraíram tanto dados técnicos como de voz, e fizeram uma transcrição das conversas em tempo real. A caixa-preta é um sistema que tem como finalidade registrar informações relevantes sobre a circulação do mesmo, desde as conversas mantidas entre o maquinista e o ponto de controle até a velocidade com a qual circulou e como funcionaram os sistemas de freios. O trem que descarrilou na quarta-feira passada nas proximidades de Santiago de Compostela dispunha de duas caixas, com uma memória interna que agüenta fortes impactos. Trata-se de um mecanismo que, entre outras coisas, diz qual a velocidade, o momento e o ponto onde os freios foram acionados. No esvaziamento dos dados das caixas estiveram presentes funcionários judiciais, do Ministério de Fomento (Transportes e Infraestruturas) e das companhias de ferrovias. Com esses dados, a polícia científica elaborará um relatório que será remitido ao juiz. No domingo passado, o magistrado ditou liberdade para o maquinista que conduzia o trem acidentado, Francisco José Garzón Amo, embora com a acusação de homicídio por imprudência e medidas cautelares, como a retirada do passaporte e a obrigação de um comparecimento semanal no Tribunal. Amo, que durante sua estadia no hospital rejeitou a ajuda dos psicólogos, começou a recebê-la agora, informaram à Agência Efe companheiros do maquinista, que não quiseram falar onde se encontra desde que está em liberdade. EFE nac/ff










